Economia·28 de setembro de 2018

Mais de 2,5 mil estudantes abandonaram cursos de engenharia no Mato Grosso do Sul em 2017

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Se a gente n&atilde;o tiver engenheiros, n&atilde;o vamos conseguir ser um pa&iacute;s competitivo, alerta Diretora de Inova&ccedil;&atilde;o da CNI</font></em></p>

Por Agência do Rádio
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O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo no Mato Grosso do Sul por conta da alta taxa de abandono da graduação superior.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que treze mil e quinhentos alunos fizeram matrículas em 52 cursos de engenharias oferecidos por instituições públicas e particulares de ensino superior no Mato Grosso do Sul, no ano passado.

Deste total, apenas pouco mais de quatro mil e setecentos alunos sul-mato-grossenses ingressaram nos cursos e mais de dois mil e quinhentos desistiram da graduação antes da formatura. Os alunos formandos foram apenas mil duzentos e noventa e seis.

Para o especialista em Engenharia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Ganem Tebcharani, a baixa qualidade do Ensino Médio, em especial nas ciências exatas, como matemática e física, contribui para a evasão nos cursos superiores de engenharia.

“A gente percebe, com o passar dos anos, que a qualidade do Ensino Médio, cada vez mais, vem diminuindo principalmente nas disciplinas de exatas, que são a base do curso de engenharia. Então, eu acredito que tem de ter aí uma reestruturação desse ensino médio para que os alunos cheguem mais preparados, mais incentivados para o ensino superior.”

De acordo com estudo publicado pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas, o IPEA, o mercado de trabalho no Mato Grosso do Sul deve empregar cerca dois mil e setecentos engenheiros – mas apenas em 2023.

O crescimento econômico e a garantia do pleno emprego dependem diretamente da quantidade e da qualidade dos engenheiros do estado, como lembra a diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Gianna Sagazio.

“Não cabe mais a gente continuar com o ensino de engenharia nas universidades da forma como ele era dado há 30, 40 anos. Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos, que nós já estamos vivendo, dessa revolução digital, não conseguiremos ser um país competitivo e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

A CNI elaborou o estudo “Ensino de engenharias: fortalecimento e modernização”. que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, nas Eleições de 2018.

O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.

Reportagem, Cristiano Carlos

 

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