O número de estudantes que concluem cursos de engenharia é baixo em Tocantins por conta da alta taxa de abandono da graduação superior.
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, mostram que sete mil e quatrocentos alunos fizeram matrículas em 22 cursos de engenharia oferecidos por instituições públicas e particulares de ensino superior em Tocantins, no ano passado.
Deste total, dois mil e cem estudantes ingressaram nos cursos, 334 trancaram as matrículas e mais de mil desistiram da graduação antes da formatura. Os alunos formandos foram apenas 749.
Para o gerente do Centro de Tecnologia do SENAI, em Palmas, Edmundo Franco, os jovens precisam ser incentivados para o estudo das engenharias e preparados nas faculdades para as mudanças tecnológicas que os setores produtivos estão passando.
“Daqui a 10 anos, teremos profissões que não existirão mais e outras novas que surgirão. Vão surgir outras oportunidades para que ao invés de você ter um profissional atuando diretamente no processo produtivo, ele possa estar atuando diretamente. Mas aí, no planejamento de uma máquina.”
De acordo com projeção do Instituto de Pesquisas Aplicadas, o IPEA, o mercado de trabalho em Tocantins deve empregar pouco mais de mil e duzentos engenheiros até 2023.
O crescimento econômico e a garantia do pleno emprego dependem diretamente da quantidade e da qualidade dos engenheiros do estado, como lembra a diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio.
“Não cabe mais a gente continuar com o ensino de engenharia nas universidades da forma como ele era dado há 30, 40 anos. Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos, que nós já estamos vivendo, dessa revolução digital, não conseguiremos ser um país competitivo e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”
A CNI elaborou o estudo “Ensino de engenharias: fortalecimento e modernização”. que compõe uma série de 43 documentos entregues pela confederação aos candidatos à presidência da República, nas Eleições de 2018.
O estudo aponta as ações necessárias para o crescimento do país, como restruturação e valorização dos cursos de engenharia, no país.
Reportagem, Cristiano Carlos