Saúde·20 de abril de 2017

MACAPÁ (AP): Preconceito ainda é um empecilho no combate à Tuberculose

Por Agência do Rádio

LOC: A cidade de Macapá está com a maior incidência de casos de Tuberculose do estado inteiro. A capital já chega ao número de 148 confirmações da patologia, no ano de 2016. Os principais sintomas da doença são tosses carregadas por mais de três semanas e febres constantes. Esse problema de saúde pode ser contraído por contato prolongado com o paciente infectado.

Segundo a coordenadora municipal de Tuberculose de Macapá, Nadir Lamarão, muitas das vezes pode ocorrer do paciente largar o tratamento. Isso atrapalha, pois o processo deve ser iniciado novamente para conseguir a cura. Outro fator que se torna um problema para o paciente é o preconceito com a Tuberculose.

TEC/SONORA: Nadir Lamarão, coordenadora estadual do Programa de Tuberculose do Amapá.

“A gente ainda tem esse estigma. As pessoas que são acometidas pela Tuberculose, muito das vezes, ele prefere tratar em outro bairro, do que no próprio bairro aonde ele mora pela questão do preconceito. Às vezes ele mora do lado de uma Unidade Básica de Saúde dentro do bairro dele, mas acaba escolhendo um bairro bem distante para tratar, justamente por causa do preconceito .”

LOC: Uma doméstica de 60 anos, moradora de Macapá, passou por esse problema do preconceito e preferiu não se identificar. Segundo ela, no período em que estava fazendo o tratamento, que chegou há durar nove meses, muitas pessoas pensavam que o que ela realmente contraiu não era Tuberculose.

TEC/SONORA: Cristina Silva, doméstica.

“Quando eu comecei a fazer o tratamento, fiz logo todos os exames de sífilis, de hepatite e de AIDS, que o pessoal ficava falando, mas eu já tinha todos os meus dados. Então começaram a falar né, porque quando eu estava fazendo o tratamento, eu fiquei muito magrinha, e o pessoal estava falando que eu tinha AIDS.”

LOC: Muitas pessoas ainda comparam a Tuberculose com outros tipos de doenças, como por exemplo, a AIDS. A realidade da patologia é que existe cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS, podendo levar, em média, de seis meses até dois anos. Tome cuidado com a patologia. E, se possuir tosses carregadas juntamente de febres constantes, vá até o posto médico mais próximo e faça o teste. Para mais informações, acesse saude.gov.br. 

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