Educação·31 de agosto de 2018

Longe do desemprego, jovem de Porto Alegre prioriza educação profissional

<p>Segundo dados da CNI, a ind&uacute;stria ga&uacute;cha emprega mais de 778 mil pessoas</p>

Por Agência do Rádio
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Segundo dados da PNAD, divulgados pelo IBGE, em 2017, mais de 58% dos jovens concluíram a Educação Básica até os 19 anos. Entretanto, apenas 11,1% dos alunos do Ensino Médio cursaram a educação profissional no ano passado.

Aliar os estudos com um curso profissionalizante é um dos caminhos para o jovem gaúcho se inserir no mercado de trabalho. Foi o que percorreu o aluno do SENAI-RS, Anderson Rodriguez, de 27 anos, para conseguir entrar no mercado de trabalho e fugir do desemprego.

Morador de Porto Alegre, Anderson sempre procurou se manter atualizado. Em dezembro de 2009, ele se formou no curso técnico de Eletrônica Industrial pelo SENAI, o que o ajudou a conseguir um emprego como técnico em eletrônica em fevereiro do ano seguinte. Mas não parou de estudar, tanto que está prestes a se formar em outro curso, de Sistemas Embarcados. Anderson também está na faculdade, onde ele é aluno de Sistema de Mercados.

"Isso sempre foi um ponto chave. Eu terminei o curso em dezembro (de 2009). Em fevereiro (de 2010) eu já estava empregado. Foi muito rápido o retorno, eu não precisei procurar muito. O mercado estava pedindo o curso que eu precisava fazer. Como é um curso de dois anos, rapidamente tu tá formado e já está trabalhando".

Segundo levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos, no 2º trimestre deste ano é de 18%.

Diante disso, os cursos técnicos se tornam uma opção para a qualificação e inserção dos jovens no mercado de trabalho. Para o Diretor de Educação do SENAI-RS, Eliseu Ferrigo, a educação profissional é fundamental para o desenvolvimento do país.

"A educação profissional é essa alavanca que promove o crescimento de um País. Nunca vamos ter o crescimento econômico sem ter a geração de emprego. As pessoas qualificadas se movem. Vão em estados ou até para países que onde conseguem se desenvolver. Então esse binômio de educação se movimenta também com a geração de emprego".

Segundo dados da CNI, a indústria gaúcha emprega mais de 778 mil pessoas. Para o jovem que entrar no mercado da indústria, a remuneração inicial é mais de R$ 2 mil.

Com a colaboração de Pedro Marra, reportagem Paulo Henrique Gomes
 

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