REPÓRTER: No primeiro depoimento ao juiz Sergio Moro depois de fechar acordo de delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht reafirmou, nesta segunda-feira (10), que o ex-presidente Lula tinha o apelido de "Amigo", codinome que aparece em planilhas de pagamento de propina da empresa. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com o empresário, a Odebrecht repassou valores ao Instituto Lula para serem usados em um prédio que abrigaria a entidade. Além disso, Marcelo Odebrecht afirmou que R$ 50 milhões foram direcionados à campanha de Dilma Rousseff através do ex-ministro Guido Mantega.
O empreiteiro também relatou o repasse de R$ 13 milhões, em espécie, que teriam sido entregues ao ex-presidente Lula.
Ainda no depoimento, Marcelo reafirmou que Palocci, que foi ministro nas gestões Lula e Dilma Rousseff, era o "Italiano" que aparece em planilha de repasses de propina da empresa.
A íntegra do depoimento está sob sigilo, assim como o acordo de delação premiada dos executivos da Odebrecht, que ainda não foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal.
O Instituto Lula divulgou nota afirmando que o ex-presidente “não tem nenhuma relação com qualquer planilha na qual outros possam se referir a ele como "Amigo" (...) Por isso não lhe cabe comentar depoimento sob sigilo de Justiça vazado seletivamente e de forma ilegal."
Reportagem, João Paulo Machado