Política·15 de fevereiro de 2020

Justiça do Rio determina que deputados da Alerj afastados na Lava Jato devem ser empossados

Chiquinho da Mangueira e Marcos Abrahão foram presos em 2018 suspeitos de envolvimento no “mensalinho” da Assembléia Estadual do Rio de Janeiro e nem chegaram a tomar posse

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que dois deputados estaduais afastados do mandato, depois de serem presos na Lava-Jato, devem ser empossados na Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro. Chiquinho da Mangueira e Marcos Abrahão foram eleitos em 2018 mas nem chegaram a exercer os mandatos porque foram presos preventivamente na operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato que levou 10 parlamentares para a prisão.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, os deputados estariam envolvidos em um esquema de propinas mensais promovido pelo governo de Sérgio Cabral para que parlamentares votassem a favor de determinadas pautas.

Os chamados “mensalinhos” variavam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil e teriam movimentado pelo menos R$ 54 milhões.

Foi a própria Alerj que votou para que os dois deputados fossem afastados. Mas para o desembargador Rogério de Oliveira Souza, que emitiu o mandado de segurança para que os deputados reassumam suas cadeiras na Assembleia, o processo de cassação foi ilegal porque não respeitou os procedimentos legais.  Marcos Abrahão ainda está preso e Francisco Manoel de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, está em prisão domiciliar.

 O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que dois deputados estaduais afastados do mandato, depois de serem presos na Lava-Jato, devem ser empossados na Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro. Chiquinho da Mangueira e Marcos Abrahão foram eleitos em 2018 mas nem chegaram a exercer os mandatos porque foram presos preventivamente na operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato que levou 10 parlamentares para a prisão. De acordo com as investigações da Polícia Federal, os deputados estariam envolvidos em um esquema de propinas mensais promovido pelo governo de Sérgio Cabral para que parlamentares votassem a favor de determinadas pautas. Os chamados “mensalinhos” variavam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil e teriam movimentado pelo menos R$ 54 milhões. Foi a própria Alerj que votou para que os dois deputados fossem afastados. Mas para o desembargador Rogério de Oliveira Souza, que emitiu o mandado de segurança para que os deputados reassumam suas cadeiras na Assembleia, o processo de cassação foi ilegal porque não respeitou os procedimentos legais.  Marcos Abrahão ainda está preso e Francisco Manoel de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, está em prisão domiciliar.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.