Após muito esforço e dedicação, Ítalo Silva Cruz, 19 anos, conseguiu chegar onde mais desejou. Ele está hoje entre os jovens selecionados para disputar uma vaga na equipe brasileira da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo.
Ítalo é morador do Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. É técnico em refrigeração e climatização, formado pelo SENAI e tem esperança de trazer para o Brasil a quinta medalha de ouro na modalidade refrigeração e ar-condicionado. Ítalo se classificou em 2017, na etapa regional, e, no ano passado, passou pela nacional, em Pernambuco.
A última etapa para a preparação de Ítalo para o mundial na Rússia será em Brasília, onde está desde o dia 14 de janeiro. Ele garante que todo o caminho percorrido valeu a pena.
“Eu espero treinar muito, trabalhar muito, evoluir a cada dia e chegar lá e fazer o meu melhor trabalho. Só de estar onde eu estou hoje, eu me vejo um profissional bem melhor e bem mais qualificado e já com um pouco de experiência. Quando o processo acabar, tenho certeza que eu serei um profissional diferenciado na área.”
A disputa será realizada em agosto deste ano, em Kazan, na Rússia. São 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais. Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, cada competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio.
“É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. Eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões tem.”
A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas.
Reportagem, Aline Dias