João Pessoa apresenta uma baixo índice de infestação do mosquito que transmite a Dengue, Zika e a Chikungunya. Os números chegam a 0,5%, o que corresponde, segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Nilton Guedes, a números confortáveis das três doenças. Nesta época do ano, chuvas provocam acúmulos de água em calhas, que acabam virando criadouros para o mosquito. Nilton diz que a principal preocupação é com relação aos descartáveis, que acabam acumulando água em qualquer local que são encontrados mal armazenados.
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Existem alguns bairros do município que preocupam por outros fatores, como por falta de água na região, gerando alguns reservatórios mal vedados, que acabam virando aliados do vetor. Cruz das Armas, Oitizeiro e Alto do Mateus são alguns exemplos de regiões com índice médio de risco para com o mosquito. Nilton espera que a população possa ajudar no combate ao mosquito. “Há décadas que esse mosquito traz problemas para a saúde humana e a cada ano que passa ele se mostra cada vez mais competente para transmitir doenças. E é necessária realmente a participação de todos. Ele consegue se reproduzir no mínimo de água parada que você deixa no seu espaço. Então nós pedimos que as pessoas realmente vistam essa camisa, preste atenção, sejam responsáveis pelos seus espaços de convívio para evitar que esse mosquito se reproduza”, explica o gerente.
Moradora da capital, no bairro de Mangabeira, a professora Rosalva Costa de Paula, tem 44 anos, é casada e tem dois filhos. Ela teve Zika e Chikungunya ao mesmo tempo. Com ajuda de todos de casa, hoje, ela faz tratamento para se recuperar. Ela diz que todos devem se cuidar com o mosquito para não chegar a esse nível de complicação.
“A gente acha que nunca vai acontecer e de repente você fica numa situação de que você nem sabe como contraiu, porque na minha casa a gente não tem local que empoce água, mas ninguém sabe dos vizinhos, né? Então é preciso que todo mundo tenha essa consciência, que esse mosquito, ele existe, ele está aí e acaba pegando criança, idoso, adulto, qualquer pessoa. Então precisa cuidar”, diz a professora.
SÍINDROME DE GUILLAIN BARRÉ
Em função da Zika, dependendo da gravidade da doença, a pessoa pode desenvolver a Síndrome de Guillain Baré. Ela consiste em deixar quem possui a patologia com fraquezas, formigamentos nos pés e nas mãos, podendo paralisar alguém por conta disso. A professora Rosalva Costa, de 44 anos, acabou desenvolvendo esse quadro. Em setembro de 2017, ela contraiu Zika e Chikungunya.
Ela teve medo quando descobriu que tinha desenvolvido as doenças e hoje luta para recuperar as funções motoras. Se locomovendo apenas por meio de cadeira de rodas, a professora conta que, com a fisioterapia, vem melhorando aos poucos.
Rosalva conta que se esforça muito para voltar à rotina de antigamente. “Eu me esforço, né? Assim, tentando fazer o máximo que eu posso para poder movimentar meu corpo, para que em breve eu possa estar em pé e poder voltar à rotina normal. Que geralmente assim, só daqui mais um tempo, e com a fisioterapia que vai saber se vão ficar seqüelas ou não", afirma Rosalva.
Para que o mosquito não se prolifere, são realizadas ações em parcerias com a Vigilância Epidemiológica da cidade de João Pessoa, para que as pessoas sejam mais conscientes com relação às vistorias em casas. Apesar da baixa infestação do mosquito na cidade, 0,5%, a população deve prestar mais atenção com relação ao lixo descartável e com reservatórios de água que não estão vedados corretamente.
O coordenador do Programa do Controle da Malária e Doenças Transmissíveis pelo Aedes, Divino Valero, afirma que população tem papel fundamental no combate ao mosquito. “A importância é total, porque somente com a participação direta da sociedade, nós vamos conseguir controlar cada vez mais essa questão dos mosquitos. Até porque 80% dos depósitos dos mosquitos são encontrados nos domicílios, nos quintais e dentro das casas. Então é preciso, é fundamental, é muito importante que a população nos ajude no controle do vetor”, afirma.
Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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