Tempo - Previsão do tempo·04 de janeiro de 2026

Janeiro terá chuvas irregulares e calor acima da média em grande parte do Brasil

Cenário indica volumes de chuva acima da média em grande parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto partes do Nordeste e Sudeste terão precipitações abaixo do esperado para o período

Por Paula CoutinhoJornalista com 20 anos de experiência profissional, com passagens pela grande imprensa e atuação em jornais diários, semanários, revistas, emissoras de rádio e de televisão. Formada em Jornalismo pela UFG desde 2005.
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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

O mês de janeiro de 2026 deve ser marcado por irregularidade na distribuição das chuvas em todo o território brasileiro, segundo a previsão climática divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O cenário indica volumes de chuva acima da média em grande parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, enquanto partes do Nordeste e Sudeste terão precipitações abaixo do esperado para o período.

Chuvas variam conforme a região

Na Região Norte, as chuvas devem superar em até 50 milímetros a média histórica em áreas do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e porções centrais e meridionais do Pará. Em contrapartida, centro-sul do Tocantins e sul de Roraima tendem a registrar volumes menores.

O Nordeste enfrenta um panorama mais desfavorável: precipitações abaixo da média são previstas para quase toda a Bahia, além do centro-sul do Piauí, áreas centrais do Maranhão e oeste de Pernambuco. Apenas pontos isolados da faixa litorânea e do norte da região — como Paraíba, Alagoas, Ceará e parte do Maranhão — devem registrar chuvas acima da média.

Na Região Centro-Oeste, a previsão é positiva para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que devem receber volumes de chuva acima da média, o que favorece o desenvolvimento das lavouras de primeira safra. No entanto, no leste de Goiás, as chuvas tendem a ficar abaixo da média.

O Sudeste terá um cenário contrastante: São Paulo e o sul de Minas Gerais devem registrar chuvas acima da média, enquanto o centro-norte mineiro, o sul do Espírito Santo e o centro-norte do Rio de Janeiro poderão enfrentar déficits hídricos, com volumes abaixo do esperado.

Na Região Sul, o INMET prevê acumulados de até 50 milímetros acima da média em praticamente todos os estados. As exceções ficam por conta do centro-oeste de Santa Catarina e do sul do Rio Grande do Sul, onde os índices devem ficar próximos ou abaixo da média histórica.

Temperaturas elevadas em quase todo o país

A temperatura média tende a ficar acima da climatologia de janeiro em quase todo o Brasil. No Norte, o aumento será de até 0,6 °C em áreas do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima — podendo chegar a um grau acima da média no Tocantins.

No Nordeste, o aquecimento deve ser mais forte na Bahia, Piauí e sul do Maranhão, especialmente no sul piauiense, onde o aumento pode ultrapassar 1 °C.

A Região Centro-Oeste também registrará temperaturas até 1 °C acima da média em Goiás, Distrito Federal e parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No Sudeste, o calor será mais intenso no norte de Minas Gerais e nas porções oeste e nordeste de São Paulo. Já o Sul deve ter temperaturas próximas da média, com leve aumento — até 0,6 °C — em áreas do Paraná, norte catarinense e centro do Rio Grande do Sul.

Impactos esperados na agricultura

O cenário climático previsto pelo INMET traz implicações diretas para o campo.

No Norte, as chuvas acima da média devem favorecer a semeadura e o desenvolvimento de cultivos e pastagens, mas o calor elevado, especialmente no Tocantins, pode aumentar o risco de estresse térmico e exigir manejo hídrico mais cuidadoso.

No Nordeste, a irregularidade das chuvas representa um desafio para a produção agrícola de sequeiro, com risco de prejuízo às lavouras de milho e feijão nas áreas mais secas. Por outro lado, o litoral e o norte da região devem apresentar boas condições para a fruticultura irrigada.

No Centro-Oeste, o excesso de chuva em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tende a beneficiar os cultivos de grãos, enquanto Goiás pode ter dificuldades devido à restrição hídrica.

Para o Sudeste, o excesso de umidade em São Paulo deve beneficiar cana, café e grãos, mas o déficit de chuva no restante da região pode limitar a umidade do solo e afetar lavouras em desenvolvimento.

Já no Sul, as chuvas acima da média e temperaturas equilibradas devem favorecer as culturas de verão e a recuperação das pastagens, enquanto o tempo mais seco no extremo sul do Rio Grande do Sul será vantajoso para o arroz irrigado e outras operações de campo.

Janeiro de 2026 chega com um clima variado em todo o Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET, a chuva deve cair de forma irregular neste primeiro mês do ano — com excesso em algumas regiões e falta em outras.

Na Região Norte, o destaque é para a tendência de chuva acima da média em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Pará. 
Já no Tocantins e no sul de Roraima, deve chover menos.

No Nordeste, o cenário é mais seco. A previsão é de chuva abaixo da média em quase toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, no interior do Maranhão e no oeste de Pernambuco. Por outro lado, áreas isoladas da faixa litorânea, como Paraíba, Ceará e Alagoas, devem receber um pouco mais de precipitação.

O Centro-Oeste terá chuvas acima da média em praticamente todo o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, favorecendo as lavouras e a reposição da umidade no solo.

Em Goiás, no entanto, pode faltar chuva em algumas regiões.

No Sudeste, São Paulo e o sul de Minas Gerais terão chuva em excesso, o que beneficia plantações como café e cana-de-açúcar. Mas, no Espírito Santo, no centro-norte do Rio de Janeiro e em parte de Minas Gerais, o tempo deve ficar mais seco.

Já a Região Sul terá volumes de chuva acima da média em quase todo o território. A exceção é o extremo sul do Rio Grande do Sul, onde as chuvas tendem a ser mais escassas, o que pode beneficiar o cultivo do arroz irrigado.

Além disso, o INMET prevê temperaturas acima da média para quase todo o país. O calor será mais intenso no Tocantins, Bahia, Piauí e centro do Brasil, com aumento de até um grau em relação à média histórica.

Com isso, os produtores rurais devem ficar atentos: em áreas mais secas, há risco de estresse hídrico nas lavouras; já nas regiões com chuva em excesso, o solo tende a manter boa umidade para o desenvolvimento das culturas.

Com informações do Instituto Nacional de Meteorologia, reportagem, Paula Coutinho

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Sobre a repórter

Paula Coutinho

Jornalista com 20 anos de experiência profissional, com passagens pela grande imprensa e atuação em jornais diários, semanários, revistas, emissoras de rádio e de televisão. Formada em Jornalismo pela UFG desde 2005.