Brasil·16 de janeiro de 2020

IPEA: Pessoas brancas e ricas têm mais acesso a emprego, saúde e educação que maioria da população

Levantamento mostra que transporte de qualidade pode interferir diretamente no acesso a oportunidades de emprego, saúde e educação

Por Jalila ArabiJornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.
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A população negra e de baixa renda tem menos acesso a oportunidades de trabalho, educação e saúde. É o que mostra um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nessa quinta-feira (16). O acesso a transporte também estava entre as dificuldades dessa parcela da sociedade.

Os dados são resultado do Projeto Acesso a Oportunidades, feito em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) nas 20 maiores cidades brasileiras.

Segundo a pesquisa, os meios de transporte afetam a população diretamente no acesso a oportunidades de empregos, de serviços de saúde e de educação, contribuindo para a desigualdade. Isso quer dizer que pessoas brancas e ricas têm mais acesso às oportunidades que pessoas negras e pobres. 

O estudo revela, ainda, que a concentração de atividades nos centros urbanos é maior, o que garante mais acesso a transportes nesses lugares. As regiões periféricas, muitas vezes, ficam para trás nesse serviço.

Entre as cidades, São Paulo foi considerada a mais desigual em relação a oportunidades. Ao analisar o acesso a emprego em até 30 minutos de caminhada, a metrópole teve o indicador da pesquisa maior que nove. Isso significa que o número de empregos acessíveis aos 10% mais ricos em São Paulo é nove vezes maior do que o número de empregos acessíveis aos 40% mais pobres. Nesse quesito, a cidade do Rio de Janeiro teve o menor índice.

A pesquisa completa está disponível no site do Ipea, que é o ipea.gov.br. 

A população negra e de baixa renda tem menos acesso a oportunidades de trabalho, educação e saúde. É o que mostra um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nessa quinta-feira (16). O acesso a transporte também estava entre as dificuldades dessa parcela da sociedade.

Os dados são resultado do Projeto Acesso a Oportunidades, feito em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) nas 20 maiores cidades brasileiras.

Segundo a pesquisa, os meios de transporte afetam a população diretamente no acesso a oportunidades de empregos, de serviços de saúde e de educação, contribuindo para a desigualdade. Isso quer dizer que pessoas brancas e ricas têm mais acesso às oportunidades que pessoas negras e pobres. 

O estudo revela, ainda, que a concentração de atividades nos centros urbanos é maior, o que garante mais acesso a transportes nesses lugares. As regiões periféricas, muitas vezes, ficam para trás nesse serviço.

Entre as cidades, São Paulo foi considerada a mais desigual em relação a oportunidades. Ao analisar o acesso a emprego em até 30 minutos de caminhada, a metrópole teve o indicador da pesquisa maior que nove. Isso significa que o número de empregos acessíveis aos 10% mais ricos em São Paulo é nove vezes maior do que o número de empregos acessíveis aos 40% mais pobres. Nesse quesito, a cidade do Rio de Janeiro teve o menor índice.

A pesquisa completa está disponível no site do Ipea, que é o ipea.gov.br.

Reportagem, Jalila Arabi.
 

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Sobre a repórter

Jalila Arabi

Jornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.