Cultura - Prêmio·18 de novembro de 2023

Instituto Brasileiro de Museus lança prêmio para promover inventários participativos

As inscrições no edital devem ser feitas até o dia 20 de novembro

Por Agência do Rádio
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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, lançou o edital da primeira edição do Prêmio Inventários Participativos, por meio do qual serão distribuídos R$ 400 mil em dez prêmios de R$ 40 mil, cada.

A diretora de Processos Museais do Ibram, Mirella Araújo, explica o que é um inventário participativo. Segundo ela, é um instrumento de determinado território que passa pela mobilização social para ser feito.

“O inventário participativo é um instrumento, uma metodologia de identificação das referências culturais de um determinado território que passa pela mobilização social para que ele seja feito. Então, é a sociedade que define quais são as referências culturais para ela. Então, esses inventários, mapeamentos e cartografias sociais são protagonizados pelas comunidades locais, por detentores de conhecimentos tradicionais, por fazedores de cultura que desenvolvem ações de identificação, de pesquisa, produção coletiva de conhecimento, seleção e registro das referências culturais que são significativas para esse território onde eles vivem, são significativas para elaboração das suas memórias, das suas histórias sociais e para participação na decisão do que é o patrimônio e como fazer a gestão dele. E que referências culturais são essas, né? as referências são referências culturais que dizem respeito aos diversos domínios da vida social. Então, festas, saberes, modos de fazer, lugares, formas de expressão, mas também elementos da memória coletiva como, por exemplo, símbolos, memórias celebrativas, memórias traumáticas para aquelas que são atribuídos sentidos e valores de uma importância diferenciada a ponto de se constituírem como marcos e referências da identidade pra esse grupo, pra esse território. Então nós temos, por exemplo, mapeamento de afoxés, mapeamentos de maracatus, de uma determinada região, inventários de lugares sagrados, a cartografia social da sua comunidade, inventário de artes, de pesca e por aí vai".

O Prêmio Inventários Participativos está disponível nas categorias entidade cultural e coletivo cultural. O objetivo da iniciativa é reconhecer inventários que tenham contribuído para o reconhecimento, a preservação, a promoção e a difusão do patrimônio cultural e também da memória social de grupos, povos e comunidades representativos da diversidade cultural brasileira.

Também são objetivos do prêmio estimular, promover e difundir a realização de inventários participativos como abordagem metodológica e de mobilização social.

A prática mobiliza grupos e comunidades para que possam assumir os processos de identificação, registro e promoção das referências culturais significativas em seus territórios.

A metodologia garante que o olhar dos próprios detentores do patrimônio seja considerado no processo de salvaguarda.

Quem quiser aprender mais sobre inventários participativos pode fazer o curso aberto, online e gratuito oferecido pelo Ibram, como parte do programa saber museu. As aulas estão disponíveis no endereço www.escolavirtual.gov.br/curso/266.

Já as inscrições no edital da primeira edição do Prêmio Inventários Participativos devem ser feitas pelo endereço eletrônico inscricao.edital@museus.gov.br até o dia 20 de novembro.

As regras estão disponíveis na página do Instituto Brasileiro de Museus, na internet: www.gov.br/museus.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, lançou o edital da primeira edição do Prêmio Inventários Participativos, por meio do qual serão distribuídos R$ 400 mil em dez prêmios de R$ 40 mil, cada.

A diretora de Processos Museais do Ibram, Mirella Araújo, explica o que é um inventário participativo. Segundo ela, é um instrumento de determinado território que passa pela mobilização social para ser feito.

TEC/SONORA: Mirela Araújo, diretora de processos museais

“O inventário participativo é um instrumento, uma metodologia de identificação das referências culturais de um determinado território que passa pela mobilização social para que ele seja feito. Então, é a sociedade que define quais são as referências culturais para ela. Então, esses inventários, mapeamentos e cartografias sociais são protagonizados pelas comunidades locais, por detentores de conhecimentos tradicionais, por fazedores de cultura que desenvolvem ações de identificação, de pesquisa, produção coletiva de conhecimento, seleção e registro das referências culturais que são significativas para esse território onde eles vivem, são significativas para elaboração das suas memórias, das suas histórias sociais e para participação na decisão do que é o patrimônio e como fazer a gestão dele. E que referências culturais são essas, né? as referências são referências culturais que dizem respeito aos diversos domínios da vida social. Então, festas, saberes, modos de fazer, lugares, formas de expressão, mas também elementos da memória coletiva como, por exemplo, símbolos, memórias celebrativas, memórias traumáticas para aquelas que são atribuídos sentidos e valores de uma importância diferenciada a ponto de se constituírem como marcos e referências da identidade pra esse grupo, pra esse território. Então nós temos, por exemplo, mapeamento de afoxés, mapeamentos de maracatus, de uma determinada região, inventários de lugares sagrados, a cartografia social da sua comunidade, inventário de artes, de pesca e por aí vai".

O Prêmio Inventários Participativos está disponível nas categorias entidade cultural e coletivo cultural. O objetivo da iniciativa é reconhecer inventários que tenham contribuído para o reconhecimento, a preservação, a promoção e a difusão do patrimônio cultural e também da memória social de grupos, povos e comunidades representativos da diversidade cultural brasileira.

Também são objetivos do prêmio estimular, promover e difundir a realização de inventários participativos como abordagem metodológica e de mobilização social.

A prática mobiliza grupos e comunidades para que possam assumir os processos de identificação, registro e promoção das referências culturais significativas em seus territórios.

A metodologia garante que o olhar dos próprios detentores do patrimônio seja considerado no processo de salvaguarda.

Quem quiser aprender mais sobre inventários participativos pode fazer o curso aberto, online e gratuito oferecido pelo Ibram, como parte do programa saber museu. As aulas estão disponíveis no endereço www.escolavirtual.gov.br/curso/266.

Já as inscrições no edital da primeira edição do Prêmio Inventários Participativos devem ser feitas pelo endereço eletrônico inscricao.edital@museus.gov.br até o dia 20 de novembro.

As regras estão disponíveis na página do Instituto Brasileiro de Museus, na internet: www.gov.br/museus.

Esta é uma realização do Ministério da Cultura e do Instituto Brasileiro de Museus.

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