Economia - Inflação·26 de fevereiro de 2026

Inflação em Goiânia (GO) desacelera em dezembro e encerra 2025 abaixo da média nacional

O principal fator para o recuo foi o grupo Habitação, que apresentou queda de 1,80%, influenciada principalmente pela redução de 5,38% na energia elétrica residencial

Por Marquezan AraújoFormado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) desde 2013, atua no Brasil 61 como setorista do Congresso Nacional e em campanhas de utilidade pública produzidas em parceria com o Ministério da Saúde. Também cobre assuntos relacionados à educação, economia, meio ambiente e infraestrutura.
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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

A inflação de Goiânia registrou alta de 0,23% em dezembro de 2025, encerrando o ano com acumulado de 4,12% - índice abaixo da média brasileira no período, que ficou em 4,26%. As informações constam no Boletim de Inflação Mensal divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), órgão do Governo de Goiás.

O patamar obtido em dezembro corresponde a uma desaceleração de 0,21 ponto percentual em relação a novembro, quando o índice havia sido de 0,44%. Entre as capitais analisadas, Goiânia ficou 0,10 ponto percentual abaixo da média nacional no mês, ocupando a décima posição no ranking das maiores variações.

Energia elétrica contribui para recuo no mês

O principal fator de alívio inflacionário em dezembro foi o grupo Habitação, que registrou queda de 1,80%, influenciada, principalmente, pela redução de 5,38% na energia elétrica residencial. A retração ajudou a compensar as pressões acumuladas ao longo de 2025.

Em contrapartida, alguns segmentos pressionaram o índice geral. O grupo Transportes avançou 0,89%, impulsionado pelas altas no etanol (4,22%), na gasolina (0,48%) e nas passagens aéreas (20,17%). Já o grupo Despesas Pessoais registrou aumento de 0,63%.

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No grupo Alimentação e bebidas, que subiu 0,49%, destacaram-se as elevações da batata-inglesa (18,51%), do tomate (9,41%) e das carnes. Por outro lado, houve recuo nos preços do leite longa vida (-4,88%), do arroz (-1,93%) e do frango inteiro (-2,34%).

Resultado anual indica desaceleração

No acumulado de 2025, os maiores impactos vieram de Habitação (10,49%) e Vestuário (8,38%). Ainda assim, a inflação anual de 4,12% ficou abaixo do percentual registrado em 2024 (5,56%), indicando desaceleração no ritmo de alta dos preços na capital.

Diferenças no impacto conforme a renda

O IMB também publicou o Boletim de Inflação por Faixa de Renda, que evidencia comportamentos distintos entre os grupos socioeconômicos. Em dezembro, os cenários foram os seguintes:

  • Famílias de menor renda: variação de -0,13%
  • Famílias de renda mediana: 0,14%
  • Famílias de maior renda: 0,47%
  • Índice médio geral: 0,23%

O recuo em Habitação foi observado em todas as faixas, refletindo a redução na energia elétrica. Contudo, o comportamento do grupo Alimentação variou: apenas o segmento de menor renda registrou deflação no mês (-0,27%), ao passo que os demais apresentaram aumento.

Entre as famílias de renda mediana, a principal pressão veio de Transportes (1,39%). Já no grupo de maior renda, os destaques foram Transportes (1,08%) e Despesas Pessoais (1,29%).

Monitoramento mais detalhado

De acordo com o diretor-executivo do IMB, Erik de Figueiredo, o acompanhamento sistemático dos indicadores amplia a compreensão sobre o custo de vida na capital. Segundo ele, a inflação encerrando o ano abaixo da média nacional, aliada à análise por faixa de renda, contribui para qualificar o debate e subsidiar a formulação de políticas públicas.

“Os dados mostram que Goiânia encerra 2025 com inflação controlada e abaixo da média nacional. Além disso, o estudo por faixa de renda permite compreender de forma mais precisa como as variações de preços afetam diferentes grupos da população. Isso fortalece a transparência e qualifica o debate sobre políticas públicas”, destacou.

Desde janeiro de 2025, o instituto passou a mensurar regularmente a inflação segmentada por renda em Goiânia, oferecendo uma leitura mais detalhada dos impactos econômicos sobre as famílias.

Os boletins completos podem ser acessados gratuitamente no site oficial do IMB: www.goias.gov.br/imb.

A inflação em Goiânia desacelerou no mês de dezembro e fechou 2025 abaixo da média nacional. De acordo com o Boletim de Inflação Mensal divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica, o IMB, a capital goiana registrou variação de ZERO VÍRGULA VINTE E TRÊS POR CENTO no último mês do ano.

Com isso, o acumulado de 2025 ficou em QUATRO VÍRGULA DOZE POR CENTO, enquanto a média nacional foi de QUATRO VÍRGULA VINTE E SEIS POR CENTO.

O resultado representa uma desaceleração em relação a novembro, quando o índice havia sido de ZERO VÍRGULA QUARENTA E QUATRO POR CENTO. Entre as capitais pesquisadas, Goiânia ficou ZERO VÍRGULA DEZ PONTO PERCENTUAL abaixo da média do país em dezembro, ocupando a décima posição no ranking das maiores variações.

O principal fator para a desaceleração foi o grupo Habitação, que apresentou queda de UM VÍRGULA OITENTA POR CENTO, influenciada principalmente pela redução de CINCO VÍRGULA TRINTA E OITO POR CENTO na energia elétrica residencial.

Por outro lado, alguns grupos registraram alta. Transportes, por exemplo, subiu ZERO VÍRGULA OITENTA E NOVE POR CENTO, com destaque para o aumento do etanol, da gasolina e das passagens aéreas. O grupo Despesas Pessoais também avançou, com salto acima de ZERO VÍRGULA SESSENTA POR CENTO.

Em Alimentação e bebidas, a variação foi de quase ZERO VÍRGULA CINQUENTA POR CENTO. Itens como batata-inglesa e tomate tiveram aumentos significativos, enquanto produtos como leite longa vida, arroz e frango inteiro apresentaram queda.

O levantamento também mostra que o impacto da inflação varia conforme a renda. Em dezembro, famílias de menor renda registraram deflação de ZERO VÍRGULA TREZE POR CENTO. Já as de renda mediana tiveram alta de ZERO VÍRGULA QUATORZE POR CENTO, e as de maior renda, ZERO VÍRGULA QUARENTA E SETE POR CENTO.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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Marquezan Araújo

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) desde 2013, atua no Brasil 61 como setorista do Congresso Nacional e em campanhas de utilidade pública produzidas em parceria com o Ministério da Saúde. Também cobre assuntos relacionados à educação, economia, meio ambiente e infraestrutura.