Economia - Cerveja·06 de agosto de 2025

Indústria cervejeira brasileira cresce em 2025 com recorde de exportações e alta na produção sem álcool

Segundo o Mapa, o setor também ampliou a presença nacional, com crescimento no número de estabelecimentos registrados

Por Maria Clara AbreuJornalista em formação pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), natural de São Paulo. Desde 2025, integra a equipe do portal Brasil 61. Acumula experiências em veículos como Correio Braziliense e na Assessoria de Comunicação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), com produção de reportagens nas áreas de política, infraestrutura, economia, saúde, cidadania e cultura.
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A indústria cervejeira brasileira aponta um crescimento de 5,5% no número de estabelecimentos registrados em comparação a 2024. Atualmente, o país conta com mais de 1.949 unidades distribuídas por 790 municípios.

As estatísticas foram apresentadas na terça-feira (5) pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), durante o lançamento do Anuário da Cerveja 2025. A publicação, realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), consolida os dados do setor referentes ao ano de 2024.

Apesar dos desafios enfrentados, como as enchentes no Rio Grande do Sul — estado referência na produção de cervejas artesanais — e a desaceleração da economia global, o segmento cervejeiro produziu 15,34 bilhões de litros de cerveja, uma diferença de 0,11% em relação ao ano anterior.

O levantamento também evidencia avanço expressivo nas exportações, com um superávit comercial histórico de US$ 195 milhões, resultado do envio de 332 milhões de litros ao exterior.

Produção sem álcool

O Anuário destaca o crescimento expressivo das cervejas sem álcool entre 2023 e 2024, com aumento de 536,9% no volume produzido.

Variedade de produtos

Com 55.015 marcas e 43.176 produtos registrados, a indústria cervejeira brasileira evidencia uma ampla variedade, capaz de atender diferentes faixas de renda e realidades regionais.

Investimentos e impacto econômico

O setor contribui para o dinamismo econômico em diversas áreas, desde a produção agrícola até o turismo, a logística e o desenvolvimento tecnológico.

Desde 2020, o segmento cervejeiro tem realizado investimentos expressivos. De acordo com o levantamento do Sindicerv em parceria com a consultoria Euromonitor, mais de R$ 17,5 bilhões foram aportados na indústria desde então, com foco especial em tecnologia, ampliação da capacidade produtiva e modernização das fábricas.

 A indústria cervejeira brasileira continua em expansão. Em 2025, o setor registrou um crescimento de 5,5% no número de estabelecimentos em relação ao ano anterior. Atualmente, são mais de 1.949 cervejarias espalhadas por 790 municípios do país.

Os dados foram divulgados na terça-feira (5) pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, o Sindicerv, durante o lançamento do Anuário da Cerveja 2025. A publicação é realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o Mapa, e reúne os principais números do setor referentes a 2024.

Apesar dos desafios enfrentados, como as enchentes no Rio Grande do Sul — estado referência na produção de cervejas artesanais — e a desaceleração da economia global, o segmento cervejeiro produziu 15,34 bilhões de litros de cerveja. O volume representa uma leve alta de 0,11% em relação ao ano anterior.

Outro destaque foi o desempenho nas exportações. O setor alcançou um superávit comercial histórico de 195 milhões de dólares, com o envio de 332 milhões de litros ao exterior.

As cervejas sem álcool também ganharam espaço. A produção cresceu aproximadamente de 537% entre 2023 e 2024, segundo o Anuário.

Com mais de 55 mil marcas e 43 mil cervejas registradas, a indústria evidencia uma ampla variedade, capaz de atender diferentes faixas de renda e realidades regionais.

Desde 2020, o segmento cervejeiro já investiu mais de 17 bilhões e meio de reais. Os recursos foram aplicados principalmente em tecnologia, expansão da capacidade produtiva e modernização das fábricas.

Reportagem, Maria Clara Abreu.

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Sobre a repórter

Maria Clara Abreu

Jornalista em formação pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), natural de São Paulo. Desde 2025, integra a equipe do portal Brasil 61. Acumula experiências em veículos como Correio Braziliense e na Assessoria de Comunicação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), com produção de reportagens nas áreas de política, infraestrutura, economia, saúde, cidadania e cultura.