Ciência & Tecnologia·29 de setembro de 2018

Impressão 3D simplifica fabricação de peças da indústria

Por Agência do Rádio
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O trabalho de ferramentaria é uma técnica de produção de peças e ferramentas. Uma nova tecnologia que evolui essa ferramenta é a Impressão 3D. Enquanto na ferramentaria é necessário fabricar peças e peças até chegar ao resultado final de um objeto, na Impressão 3D, também conhecida como manufatura aditiva, o processo é bem mais simples.

Essa tecnologia permite que o fabricante converta um projeto virtual em um objeto real, por meio de um desenho no computador. O processo é parecido com o de uma impressora comum, mas em vez de ter a impressão de tinta no papel, você tem a impressão de plásticos, borrachas ou metais que formam algum objeto.

O especialista em inovação Marcos Raymyndo Loest explica que essa técnica cria um material do zero, ao invés de transformar um outro material em uma peça.

“Hoje eu consigo, além de fazer protótipos conceituais, eu consigo fazer peças usando basicamente os mesmos materiais da construção normal do equipamento. Consigo pegar essa peça impressa em 3D e colocar para funcionar.”

Uma área que utiliza bastante essa ferramenta é o ramo da odontologia. Um cirurgião-dentista consegue imprimir peças que ajudam em restaurações, melhoram a estética do sorriso e consertam dentes fraturados. Além de ajudar, também, na implantação dentária. É o que explica o professor de odontologia da Universidade de Brasília, UnB, Jorge Faber.

“O uso de impressões tridimensionais melhorou a prática clínica. Tornou certos processos mais rápidos, mais seguros. A qualidade de muitos dos utensílios ou muitas das restaurações e procedimento cirúrgicos que nos utilizamos na odontologia, se tornou melhor porque hoje nós temos a tecnologia 3D. ”

Por ser uma técnica essencial no trabalho de dentistas, o professor contou ainda que os alunos já têm contato com a Impressão 3D na universidade.

Essa tecnologia é uma das principais da Indústria 4.0, que é considerada a quarta revolução industrial. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, as empresas que adotam essas tecnologias têm mais chances de crescer.

A CNI publicou o estudo “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia”, que foi levado aos presidenciáveis em uma série de propostas para o governo dos próximos quatro anos.

Para o gerente executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves, essas novas tecnologias precisam ser inseridas rapidamente nas empresas brasileiras para o avanço da produtividade do país.

“As tecnologias digitais têm o potencial de contribuir para a solução de grandes problemas nacionais. Então, se a gente pensar em atendimento à saúde, de eficiência energética e mobilidade urbana. Tudo isso pode ser melhorado. A prestação de serviço para a sociedade pode ser melhorada por meio de tecnologias digitais.”

Para otimizar o trabalho das empresas, o Serviço Nacional de Aprendizagem, o SENAI, tem investido no treinamento e na capacitação das empresas. O programa Brasil Mais Produtivo já atendeu três mil empresas em todo o país, e pretende, até o próximo ano, atender mais 600 empresas.

Dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) mostram que as empresas que participaram do programa, em 2017, alcançaram aumento de 52% de produtividade nas linhas de produção.

Reportagem, Sara Rodrigues

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