Educação·07 de setembro de 2018

IDEB: “É preciso mudar a forma de ensinar”, diz professor da USP sobre educação na região Sudeste

<p>&Iacute;ndice de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica na Regi&atilde;o est&aacute; abaixo da meta</p>

Por Agência do Rádio
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Nenhum estado brasileiro atingiu a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, no Ensino Médio. Na região Sudeste, a média avançou apenas 0,1 e passou de 3,9, em 2015, para quatro, em 2017. A meta era de 4,7. Entre os estados da região, o Espírito Santo foi o que mais se aproximou da meta, com 4,4. Em seguida está São Paulo, com 4,2. Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentaram o menor índice, de 3,9. Divulgado a cada dois anos, o Ideb é o principal indicador sobre a qualidade do ensino no Brasil.

Para o professor sênior da Universidade de São Paulo (USP), membro do Conselho Estadual de Educação, Luis Carlos de Menezes, os baixos índices do Ensino Médio são resultado da falta de gestão e aplicação de recursos de maneira adequada. O professor explica que é preciso mudar a forma de ensinar.

“Você aprende fazendo coisas. Você aprende a calcular, calculando; a escrever, escrevendo e, portanto, aula tem que ser o momento que mobilize as ações de quem aprende. Essa ideia de aluno perfilado, quietinho, ouvindo alguém falar, isso está errado. Precisa ter uma educação mais ativa em que o estudante é o protagonista e não o professor é o protagonista e o estudante é a plateia.”

Segundo o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, a produtividade e a competitividade da indústria brasileira estão diretamente ligadas à educação. Por isso, para o crescimento econômico e social do país, é preciso investir na Educação Básica, associando o ensino à educação profissional e às novas tecnologias.

“Nenhum país se desenvolveu sem fazer uma grande aposta em educação, ciência, tecnologia, inovação. São pilares fundamentais de uma agenda de um país. No Brasil não será diferente.”

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou aos candidatos à Presidência da República propostas para melhorar a qualidade da educação. Atualizar o currículo escolar e investir em políticas de valorização dos professores estão entre as medidas recomendadas para construir uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional.

Reportagem, Aline Dias

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