Por Tácido Rodrigues
Os eleitores de Chapecó e do Oeste Catarinense terão, neste sábado (7), a oportunidade de conhecer as propostas de governo de Henrique Meirelles, pré-candidato à Presidência pelo MDB. Ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Temer, ele aposta na política econômica para intensificar o crescimento do país através do potencial produtivo.
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Um dos pontos que o presidenciável tem defendido e deve ser apresentado ao empresariado local é a mudança no sistema tributário brasileiro. De acordo com Meirelles, a prioridade é simplificar processos e unificar impostos com um objetivo estratégico: oferecer condições para os brasileiros produzirem mais e melhor.
“A reforma tributária é absoluta prioridade. A ideia é simplificarmos em primeiro lugar, por exemplo, todos os impostos de valor adicionado, PIS/Cofins, ICMS, ISS, consolidando em um imposto sobre o valor agregado. Não se pretende refazer uma distribuição tributária, aumentar parcela do governo federal ou diminuir, não. No primeiro momento, ela [a reforma] vai simplificar o sistema como um todo, torná-lo mais transparente e facilitar a vida de todos. É um processo de simplificação tributária fundamental”, argumentou.
O emedebista participou nesta semana de um encontro com presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. No evento que tinha na plateia mais de dois mil empresários, Meirelles afirmou que, “por ter tirado o país duas vezes da crise”, é a opção mais capacitada para recuperar o Brasil.
“Eu vou basear a minha campanha na minha experiência nos resultados que consegui, os resultados foram excelentes no governo Lula e no governo Temer. No momento em que isso é mostrado, eu tenho pesquisas claras, ‘ah, bom, então o homem que estava responsável por isso é senhor Henrique Meirelles. Ah, o Brasil estava crescendo, saiu do governo, mesmo partido continuou no poder, só que mudou a política econômica, o Brasil afundou. Ele voltou para o governo, o Brasil começou a crescer de novo’. No momento que se mostra isso, fica muito claro para o eleitor”, disse.
De fato, os números comprovam que desenvolvimento econômico e Meirelles caminham na mesma direção. Dados do IBGE indicam que, de 2003 a 2010, época em que estava à frente do Banco Central, o crescimento médio do país foi de quase 2,5% ao ano. Em 2009, a equipe chefiada por ele levou o Brasil a crescer 7,5%, número mais positivo registrado em mais de duas décadas.
Intenções de voto
De acordo com pesquisa IBOPE encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Jair Bolsonaro, do PSL, e Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, disputariam hoje as eleições para presidente em segundo turno. Os dados foram divulgados no último dia 28 de junho.
Na pesquisa estimulada, em que é apresentada ao entrevistado uma lista com os nomes dos pré-candidatos, Bolsonaro aparece com 17% da preferência do eleitorado, e Marina com 13%. Ciro Gomes, do PDT, aparece em terceiro lugar, com 8%, seguido de perto por Geraldo Alckmin, do PSDB, com 6%. Álvaro Dias, do Podemos, soma 3%. Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Manuela D'Ávila (PC do B) e Rodrigo Maia (DEM) somam 1% cada. Vale lembrar que este cenário não conta com o nome o ex-presidente Lula.
A pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018 tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos mais de 2 mil eleitores em 128 municípios entre os dias 21 e 24 de junho.