Brasil - Gripe aviária·27 de maio de 2025

Gripe aviária: produtores de carne de frango em estado de alerta, aponta Cepea

Centro de Pesquisas aponta que entre as principais preocupações está o risco do prolongamento das suspensões das exportações brasileiras da carne de frango. Após confirmação da doença, preço do boi cai mais que o do frango.

Por Bianca MingoteBianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.
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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou, em nota oficial, que a confirmação de gripe aviária no país deixa produtores de carne de frango em estado de alerta. A instituição afirma que entre as principais preocupações está o risco do prolongamento das suspensões das exportações brasileiras da carne de frango, além da possibilidade do surgimento de novos casos da doença.

O Centro de Pesquisas  reforçou que a cadeia avícola nacional, com apoio dos setores públicos e privados, têm condições de controlar a situação sanitária de forma rápida. Além disso, o Cepea afirmou que há capacidade de negociar a retomada e a flexibilização dos embarques com seus principais parceiros comerciais, com vistas a reduzir os impactos sobre a cadeia produtiva.

Carne bovina tem queda maior que o frango

Em nota compartilhada no último dia 22, o Cepea informou que a conformação de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil aumentou a cautela dos operadores dos setores de carnes e de grãos. Um levantamento do Cepea revelou que, após uma semana de confirmação, o mercado interno da carne de frango não evidenciou desarranjo da oferta.

Entre 15 a 20 de maio, o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo se desvalorizou 1% – o que seria típico para o período. Em relação aos suínos, houve manutenção do ritmo leve de queda. Já a cotação da carcaça casada bovina teve um alto recuo, de 3,7%, no atacado da Grande São Paulo.

Em nota, o Cepea informou que pesquisadores do Centro apontam que atacadistas destacam que as vendas da carne bovina estão fracas no início desta segunda quinzena de maio, “mas a desvalorização dos cortes e também a pressão exercida por frigoríficos nas compras de novos lotes de animais "sinalizam que o mercado pecuário está refletindo de forma intensa os impactos de eventual aumento da oferta interna de carne de frango”, diz um trecho da nota.

Atualização sobre suspensão das exportações brasileiras

No último dia 23, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que novos países adotaram restrições à importação de carne de aves brasileira, em função da detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS).

Com isso, três novos mercados - Albânia, Namíbia e Índia - anunciaram a suspensão das importações de todo o território brasileiro. Já Angola decidiu restringir as compras apenas do estado do Rio Grande do Sul.

Confira a situação atual das exportações:

  • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Albânia, Namíbia e Índia. 
  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão e Angola. 
  • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão. 

O Mapa reiterou, em nota, que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde.

 A confirmação de gripe aviária no país deixa produtores de carne de frango em estado de alerta, revela o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em nota oficial. A instituição afirma que entre as principais preocupações está o risco de prolongamento das suspensões das exportações brasileiras da carne de frango, além da possibilidade do surgimento de novos casos da doença.

O Centro de Pesquisas  reforçou, ainda, que a cadeia avícola nacional, com apoio dos setores públicos e privados, têm condições de controlar a situação sanitária de forma rápida. 

Em nota compartilhada no último dia 22, o Cepea informou que a conformação de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil aumentou a cautela dos operadores dos setores de carnes e de grãos. 

Entre 15 a 20 de maio, o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo se desvalorizou 1% – o que seria típico para o período. Em relação aos suínos, houve manutenção do ritmo leve de queda. Já a cotação da carcaça casada bovina teve um alto recuo, de 3,7% no atacado da Grande São Paulo.

Em relação a atualização sobre suspensão das exportações brasileiras, no último dia 23, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que novos países adotaram restrições à importação de carne de aves brasileira, como Albânia, Namíbia e Índia, que suspenderam as importações de todo o território brasileiro por causa da detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS).

Já Angola decidiu restringir as compras do estado do Rio Grande do Sul.

O Mapa reiterou, em nota, que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde.

Reportagem, Bianca Mingote
 

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Sobre a repórter

Bianca Mingote

Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.