Trânsito afetado, voos em aeroportos ameaçados, falta de abastecimento em postos de gasolina, mercados sem alimentos, preços de combustíveis nas alturas. Esses são apenas algumas das consequências da paralisação dos caminhoneiros nas principais estradas do país, que chega hoje ao seu quarto dia seguido.
A categoria protesta contra os constantes aumentos do preço da gasolina e, principalmente, do diesel. A Câmara dos Deputados aprovou, em desacordo com o Governo, a isenção do PIS/Cofins, mas Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que as manifestações vão permanecer até que a medida seja oficializada.
Para tentar reverter a situação, o governo tem feito diversas reuniões e negociado constantemente com os caminhoneiros para que o tráfego dos caminhões volte ao normal. Em uma tentativa emergencial de dar um respiro ao governo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou uma diminuição e congelamento no preço do diesel pelas próximas duas semanas.
Temer deve se reunir com Parente e ministros para discutir novas estratégias para resolver ou ao menos amenizar a situação, entrando em acordo com os caminhoneiros. Em nota assinada pelo presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, a entidade afirmou que "o governo não trouxe nenhuma resposta para a categoria" e não deu prazo para que a paralisação termine. Um novo encontro entre a CNTA e o governo federal será realizado nesta quinta-feira (24).
Reportagem, Raphael Costa