Política·27 de dezembro de 2018

Governo de transição quer mais explicações de Queiroz sobre transações financeiras

<p>Ex-assessor de Fl&aacute;vio Bolsonaro deu entrevista ao SBT nesta quarta (26), mas aliados do presidente eleito n&atilde;o ficaram satisfeitos com as justificativas</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:02:06
Ouvir áudio · 00:02:06Copiar texto

A equipe do governo de transição não se mostrou satisfeita com a explicação dada por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, sobre a movimentação de R$ 1,2 milhão em sua conta quando ainda trabalhava com o filho do presidente eleito.

O nome de Queiroz apareceu, no dia 6 de dezembro, em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações financeiras atípicas de funcionários e ex-funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Depois de 21 dias do estouro do caso, integrantes da transição esperavam que Queiroz desse informações convincentes para encerrar a história, vista como a maior crise política do governo Bolsonaro. Mas a justificativa dele foi a venda e compra de carros por ser um “cara de negócios”.

A declaração de Queiroz foi dada em entrevista ao SBT nesta quarta-feira (26). Na ocasião, ele afirmou que recebia cerca de R$ 10 mil por mês como assessor e ainda tinha o salário de uma antiga função de R$ 11 mil.

Ainda durante a entrevista, Queiroz tirou qualquer envolvimento da família Bolsonaro no caso. Ele afirmou que dará explicações apenas ao Ministério Público, mas disse que algumas movimentações financeiras têm relação com as filhas, que trabalhavam com ele.

Em defesa ao senador eleito, Queiroz disse que “é covardia atribuir a Flávio o que está acontecendo” e que ele não é “laranja” do filho do presidente eleito. Disse ainda que não tem mais contato com Flávio e que não está fugindo do caso, apenas se afastou devido a problemas de saúde.

Aliados mais próximos de Bolsonaro avaliam que o caso continuará criando uma agenda negativa para o início do novo governo. Eles acreditam, ainda, que Queiroz devia ter apresentado o extrato de suas movimentações financeiras com explicações convincentes.

A apreensão do governo de transição também está em torno do detalhamento do caso ao MP. Até agora, Queiroz faltou a duas audiências, alegando, mais uma vez, problemas de saúde.

Reportagem, Clara Sasse

Últimas notícias

SESI

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Empreendedorismo

Empreendedoras do DF defendem mais acesso ao crédito e participação nas políticas públicas

Eleições

RealTime Big Data: Vicentinho Júnior tem 52% dos votos válidos e Dorinha, 48%, no Tocantins

Eleições

Realtime Big Data: Allyson tem 52% dos votos válidos e Cadu de Lula, 48%, no segundo turno no RN

Vacina

Anvisa aprova nova vacina contra 21 sorotipos de bactéria causadora de pneumonia e meningite

Sobre a repórter

Agência do Rádio