Brasil - Bolsa Família·25 de dezembro de 2025

Governo atualiza regras de acompanhamento educacional do Bolsa Família

As mudanças começaram a valer no dia 18 de dezembro

Por Juline PogorzelskiJornalista com mais de uma década de experiência em comunicação, atualmente atuo com jornalismo para rádio e assessoria de imprensa, desenvolvendo pautas, conteúdos e estratégias de relacionamento com emissoras, portais de notícias e diferentes veículos de comunicação. Tenho experiência em comunicação institucional, corporativa e relacionamento com a imprensa, com atuação na articulação entre instituições, fontes, jornalistas e sociedade. Ao longo da trajetória, desenvolvi uma visão ampla da comunicação, unindo produção jornalística, estratégia, relacionamento e capacidade de traduzir informações relevantes para diferentes públicos e formatos.
Áudio · 00:01:30
Ouvir áudio · 00:01:30Salvar imagemCopiar texto
Foto: Freepik
Foto: Freepik·Foto: Brasil 61

Na última quarta-feira (18), o Governo Federal publicou a Portaria Interministerial MEC/MDS nº 12/2025, que atualiza os métodos de acompanhamento educacional dos estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF). A nova norma reforça o papel do Ministério da Educação (MEC) no monitoramento da frequência escolar e da permanência de crianças e adolescentes na educação básica, indo além da transferência de renda e fortalecendo o acesso ao direito à educação. A portaria entrou em vigor no dia 18 de dezembro, data de publicação.

A portaria foi assinada conjuntamente pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)e estabelece diretrizes, atribuições e fluxos operacionais para o acompanhamento educacional das famílias beneficiárias do programa.

Com a atualização, o governo busca fortalecer o caráter educacional do Bolsa Família, integrando políticas de assistência social e educação como estratégia para promover inclusão, proteção social e melhores oportunidades para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a regulamentação, a frequência escolar continua sendo uma das condicionalidades para o recebimento do benefício. O MEC passa a ter responsabilidade central no acompanhamento da trajetória educacional dos estudantes, monitorando não apenas a presença em sala de aula, mas também os motivos da baixa frequência e da evasão escolar. A proposta é contribuir para a redução das desigualdades educacionais e para a interrupção do ciclo de reprodução da pobreza entre gerações.

A norma também amplia a atuação do MEC junto a estados e municípios, que deverão ser apoiados na formulação de ações específicas para garantir a permanência dos estudantes na escola, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social. Os dados coletados servirão ainda como base para a elaboração de políticas educacionais direcionadas aos beneficiários do Bolsa Família.

O acompanhamento da frequência escolar será realizado cinco vezes ao ano, em períodos bimestrais: fevereiro e março; abril e maio; junho e julho; agosto e setembro; e outubro e novembro. Os resultados deverão ser registrados no Sistema Presença, seguindo um calendário unificado entre MEC e MDS.

A portaria reforça, ainda, a responsabilidade das famílias beneficiárias, que deverão comunicar imediatamente à escola qualquer impossibilidade de comparecimento do estudante às aulas, apresentando justificativa, quando houver. A frequência mínima exigida permanece em 60% para crianças de 4 a 6 anos incompletos e 75% para estudantes de 6 a 18 anos incompletos que ainda não tenham concluído a educação básica, com apuração feita pelas próprias unidades de ensino.

 Novas gerações estão tendo maior acesso à escolarização

Em dados divulgados pelo IBGE no primeiro semestre de 2025, com base em informações do módulo anual da PNAD Contínua sobre Educação, em 2024, o Brasil tinha 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 5,3%, a menor da série histórica iniciada em 2016. Essa taxa caiu de 6,7%, em 2016, para 5,3%, em 2024.

Em 2024, havia 5,1 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais no país, o que corresponde a uma taxa de 14,9% para esse grupo etário. Entre os grupos mais jovens, os percentuais diminuem progressivamente: 9,1% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 6,3% entre aquelas com 25 anos ou mais e 5,3% na população com 15 anos ou mais.

Para William Kratochwill, analista do IBGE, “esses dados indicam que o analfabetismo segue fortemente associado à idade. As novas gerações estão tendo maior acesso à escolarização e sendo alfabetizadas na infância. A diferença de quase 10 pontos percentuais entre as taxas de analfabetismo dos mais jovens e dos idosos evidencia esse caráter etário e reforça a importância de políticas específicas para alfabetização de adultos”.

Na última quarta-feira, dia 18 de dezembro, entrou em vigor a Portaria Interministerial nº 12/2025, que atualiza o acompanhamento educacional dos estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família.

A portaria foi assinada conjuntamente pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e estabelece diretrizes, atribuições e fluxos operacionais para o acompanhamento educacional das famílias beneficiárias do programa.

A nova norma reforça o papel do Ministério da Educação no monitoramento da frequência escolar e da permanência de crianças e adolescentes na educação básica. O principal objetivo da mudança é fortalecer o caráter educacional do Bolsa Família, indo além da transferência de renda, para combater a evasão escolar, reduzir desigualdades e garantir o direito à educação.

O acompanhamento da frequência será feito cinco vezes ao ano, em períodos bimestrais, com registro no Sistema Presença. As regras de frequência mínima seguem as mesmas: 60% para crianças de 4 a 6 anos e 75% para estudantes de 6 a 18 anos que ainda não concluíram a educação básica.

 

Reportagem, Juline Pogorzelski 

 

 

Últimas notícias

Indústria

Brasil precisa ampliar produção de biocombustíveis para acompanhar metas de descarbonização, aponta CNI

Pequenas empresas

Pequena indústria enfrenta pior situação financeira em cinco anos

Segurança Pública

Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade em primeira vitória do governo pós-eleições

Política

FPA tenta reunião com equipe econômica para destravar renegociação de dívidas do campo

Brasil Gestor

El Niño muito forte aumenta risco de seca no Norte e Nordeste até 2027

Sobre a repórter

Juline Pogorzelski

Jornalista com mais de uma década de experiência em comunicação, atualmente atuo com jornalismo para rádio e assessoria de imprensa, desenvolvendo pautas, conteúdos e estratégias de relacionamento com emissoras, portais de notícias e diferentes veículos de comunicação. Tenho experiência em comunicação institucional, corporativa e relacionamento com a imprensa, com atuação na articulação entre instituições, fontes, jornalistas e sociedade. Ao longo da trajetória, desenvolvi uma visão ampla da comunicação, unindo produção jornalística, estratégia, relacionamento e capacidade de traduzir informações relevantes para diferentes públicos e formatos.