Este ano o Brasil celebra os 30 anos do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS - o 1º de dezembro. Foram muitos os avanços que tivemos em relação à prevenção, diagnóstico e tratamento e, o mais importante, sobre a conscientização da população em relação aos cuidados que se deve ter com a doença. A coordenadora de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde de Goiás, Milca de Freitas, alerta que uma pessoa pode portar HIV mas não apresentar nenhum sintoma e, por isso, é importante fazer checagens regularmente.
“Importância da busca pela checagem, né? Se a pessoa teve uma exposição de risco, se ela teve um relacionamento sem uso de proteção, deve procurar uma unidade de saúde e fazer o teste. Porque, quanto mais precocemente ela fizer o teste, a gente sabe que mais oportunamente vai começar o tratamento e mais sucesso esse tratamento vai ter.”
Segundo a coordenadora, se o diagnóstico for feito logo no início, a pessoa que tem o vírus pode não chegar a desenvolver a AIDS, que seria o estágio mais avançado da ação do vírus. Quando o sistema imunológico já está fragilizado o paciente fica mais vulnerável às doenças oportunistas como tuberculose, pneumonia, entre outras. Milca diz ainda que, em Goiás, os diagnosticados são predominantemente homens de 20 a 29 anos. Fique atento, faça os testes. O exame é bem rapidinho e o resultado sai em torno de 20 a 30 minutos. Um recepcionista de 27 anos, morador de Goiânia, que prefere não se identificar, conta que foi diagnosticado com o vírus há pouco mais de três anos. Ele conta que, antes disso, já tinha o costume de fazer a checagem de seis em seis meses. Esse hábito foi de suma importância porque, graças a isso, descobriu logo cedo que estava com o vírus e já começou o tratamento, não permitindo que a doença se agravasse e chegasse à AIDS. Mas ele conta que, devido à desinformação da população, ainda tem receio em conversar sobre a doença.
“No começo é um choque pra todos, né? Eu sempre estudei muito sobre o assunto, sempre estava por dentro, então pra mim não foi um choque. Pra pessoa que não tem contato com o assunto é sempre um choque. Minha família mesmo, minha mãe, no caso, no começo ela nem acreditou que fosse verdade. Ela achou que se tratava de uma brincadeira. Depois que eu fui e mostrei para elas os exames, mas expliquei que estava tudo ‘ok’, que estava bem, que não apresentava nenhum risco pra minha saúde porque estava me medicando corretamente, que eu era uma pessoa indetectável, que existia no meu corpo mas estava sobre controle, aí ela ficou mais calma.”
Tomando os devidos cuidados o HIV pode ser controlado. Ele conta que está em um relacionamento e que seu parceiro não tem o vírus. É isso aí pessoal, não tem segredo. Use sempre camisinha, conheça as outras formas de prevenção combinada no SUS e proteja-se. 30 anos do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br.