Esporte·14 de dezembro de 2017

Frequência Esportiva: Grêmio encara Real Madrid sem a força do “velho” futebol Brasileiro

Por Agência do Rádio

Olá, seja bem-vindo ao Frequência Esportiva.

Torcedor, você sabia que até meio da década de 1990 os jogadores brasileiros considerados craques, bons de bola, não se interessavam muito em jogar na Europa, como hoje? Sim. É verdade. Aquele era um tempo diferente. O legal era se destacar em seus clubes, aqui no Brasil, para ter, quem sabe, uma chance na Seleção Brasileira.

O status estava na em vestir a Amarelinha em uma Copa. Claro, muito jogadores foram jogar no “velho continente”, mas, por lá eram esquecidos. Na época não tínhamos internet, celular e TV a cabo. As notícias sobre a atuação dos brazucas no exterior chegavam aqui quase que por sinal de fumaça. Por isso, aqueles atletas que tinham chances de convocação preferiam ficar por aqui, perto dos olhos do treinador do Brasil.

Cada grande time do país tinha um ou mais jogadores excepcionais. O nível técnico era alto. Nossos times ganharam Libertadores, mundiais e torneios internacionais relevantes. Encaravam os chamados grandes da Europa, como Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Chelsea, de frente e, em muitas ocasiões, com superioridade.

Aí, com a chegada da globalização, o forte marketing e os altos investimentos realizados entorno dos europeus, os nossos craques passaram a cruzar o Atlântico. Sem eles, os nossos times perderam qualidade técnica e o respeito, principalmente no exterior. Hoje, os clubes brasileiros são nivelados por baixo.

Nossos times, hoje, estão no mesmo nível, ou até em menor, quando comparados com clubes de países como México, Chile, Equador, Turquia, Bolívia, Estados Unidos, por exemplo. E, sendo assim, não têm mais condições de fazer frente aos grandes europeus, como faziam antes.

Neste sábado, vamos ter a oportunidade ver essa disparidade. O Grêmio vai encarar o Real Madrid na finalíssima do Mundial de Clubes. Antes, lá pela década de 1980, essa peleja seria nivelada por igual e até a favor do time brasileiro, mas, hoje, não será assim. Há um abismo quase que infinito entre o Real Madrid e o Grêmio. Fatalmente o Tricolor será derrotado e, se não, por uma goleada. Torço muito para que não.

Os times brasileiros vão se distanciando dos grandes europeus a cada ano, a cada década. Se a carroça não tomar outro rumo, os nossos clubes vão se tornar insignificantes no mundo do futebol, em pouco tempo.

O Grêmio não precisa provar mais nada além daquilo que já conquistou, ou seja, a Libertadores. Mas, como se diz lá no Rio Grande do Sul, a peleja é para pelejar até a morte!

Até a próxima, torcedor.

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