Esporte·05 de novembro de 2017

Frequência Esportiva: Falta de grana pode levar laboratório antidopagem usado na Rio 2016 à falência

Por Agência do Rádio

Olá, seja bem-vindo ao Frequência Esportiva.


Torcedor, a mingua das finanças públicas pode gerar retrocesso imenso no combate ao doping esportivo brasileiro, a partir do ano que vem.
É que, o governo Federal cortou a verba destinada ao Ministério do Esporte, em 2018, em quase 70 por cento, em comparação ao dinheiro liberado esse ano.

Com isso, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, a ABCD, que é vinculada ao ministério, terá seus recursos diminuídos de forma drástica e toda a cadeia de controle do doping no país fica ameaçada de falência.

Explico: a ABCD é o maior cliente do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem. Com a falta de grana, os pedidos de análises para o laboratório devem diminuir.

O problema é que o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem é o único no país com autorização da Agência Mundial Antidoping para realizar exames em atletas profissionais e olímpicos e, para a certificação continuar válida, ou seja, para que as análises brasileiras continuem sendo aceitas em processos oficiais da FIFA, do Comitê Olímpico Internacional, por exemplo, o laboratório não pode deixar de realizar o mínimo de 3000 exames por ano.

Este ano, o laboratório já realizou cerca de seis mil exames e, mais da metade, cerca de 3500 foram encomendados pela ABCD e pagos com dinheiro do Ministério do Esporte.

Os números revelam que a tendência é de que o laboratório deverá perder a certificação internacional, já que, o investimento da ABCD no laboratório foi de cerca de nove milhões de reais, este ano. Para 2018, a verba não deve passar de dois milhões e meio. A grana não vai dar para bancar a realização do número mínimo de exames exigido pela Agência Mundial Antidoping.

Só para lembrar, na época de “vacas gordas”, quando o país se preparava para receber as olimpíadas do Rio, o governo Federal investiu quase 190 milhões de reais em reformas e ampliação do laboratório, que é da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Agora, a estrutura deve ficar obsoleta assim como o parque olímpico na Cidade Maravilhosa e os estádios construídos para a Copa do Mundo.

É mais um legado olímpico que a população do país pagou caro para ter e não vai desfrutar. O ministério do Esporte espera rever o orçamento para o ano que vem, mas um eventual aumento de dinheiro para a pasta está praticamente descartado pelo governo Federal. As informações foram publicadas no site da Folha de São Paulo, na internet.

Cuide de seu orçamento com carinho e responsabilidade, torcedor, para que seus investimentos de hoje não tornem motivo de falência amanhã.

Até a próxima!

 

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