Esporte·29 de novembro de 2017

Frequência Esportiva: Decisão da Liberta coincide com “aniversário” do acidente da Chape

Por Agência do Rádio

Olá, seja bem-vindo ao Frequência Esportiva.

Torcedor, o futebol está bombando esta semana. Nesta quarta-feira (29), teremos a grande final da Libertadores, entre Lanús e Grêmio, na Argentina. O time brasileiro leva à campo a vantagem do empate para conquistar o título e, pelo menos, não terá de se preocupar com juiz argentino na arbitragem da partida.

A Conmebol voltou atrás e retirou da equipe de arbitragem o soprador de apito, Hector Baldassi, que estava escalado para atuar na final. A medida da confederação de escalar um árbitro argentino para atuar em uma decisão com um time porteño em campo foi, no mínimo, de mal gosto.

A ponderação da Conmebol não foi impulsionada por uma suposta intervenção da CBF em favor do Grêmio. Quem conseguiu convencer os dirigentes da entidade a retirar o argentino do jogo foi o presidente do Tricolor Gaúcho, Romildo Bolzan. Menos mal.
Enquanto isso, no Comitê Olímpico Brasileiro, uma nova reunião foi marcada para redefinir a participação dos atletas brasileiros nas eleições da entidade, para o dia seis de dezembro.

Na semana passada, os dirigentes do COB realizaram votação para definir o novo estatuto do comitê que previa maior participação dos atletas nas decisões do esporte. Porém, uma jogada política ardilosa limitou a participação dos atletas no conselho do COB em apenas cinco. A previsão inicial era de que, pelo menos, 12 atletas pudessem participar do conselho. As críticas foram muitas e saíram de todos os lados, inclusive da parte do governo Federal, que ameaçou cortar o repasse de recursos ao comitê caso a decisão não fosse revista. Espero que seja.

Mas, torcedor, eu preciso dá um tempo nas notícias atuais para prestar, mais uma vez, homenagens ao time da Chapecoense, que foi tragicamente ceifado naquele, digamos, acidente aéreo no dia 29 de novembro de 2016. A tragédia da Chape completa hoje um ano e um fato podemos considerar verdade absoluta. O acidente foi causado por uma irresponsabilidade terrível dos administradores da empresa Lamia, dona do avião.

Agora, ninguém sabe, em verdade, quem são esses responsáveis. A princípio seria os próprios pilotos, mas surgem indícios de que um ex-senador venezuelano seria o verdadeiro dono da aeronave. Um dono oculto, fantasmagórico e irresponsável. As investigações do desastre da Chape, que matou 71 pessoas estão sob responsabilidade da Justiça da Bolívia e devem prosseguir por mais seis meses. A dor das famílias não tem prazo para acabar, será infinita.

Força Chape e até a próxima, torcedor!

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