Mais de 300 presos tiveram, nos últimos quatro anos, a oportunidade de se alfabetizarem através do projeto Aprendizes da Liberdade. Idealizado pelos juízes Cézar Belmino Barbosa Júnior e Luciana Teixeira de Souza, das Varas de Execução Penal (VEP) de Fortaleza, o projeto oportuniza também a chance de egressos terminarem o ensino fundamental e ensino médio. O projeto conta com a parceria da Secretaria de Educação do Ceará e foi um dos finalistas do Prêmio Innovare de 2017. Alguns presos já começaram a frequentar faculdades e atualmente mais 15 estudantes apenados se preparam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Aos juízes idealizadores do projeto, cabe a triagem e o encaminhamento dos participantes, que são presos do regime fechado ou semiaberto, beneficiados com trabalho externo. Os presos, além de frequentar as aulas, também aprendem a seguir regras, tais como, entrar de roupa curta ou chegar atrasado e nem fazer uso do celular. Além da educação formal, o projeto oportunizada também cursos de câmera, fotografia, música e pintura. Uma vez por mês, os Centros de Conciliação da Justiça cearense também viabilizam que defensores públicos possam conversar com os presos sobre seus processos. O projeto Aprendizes da Liberdade também contribui para remir o tempo de pena.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.