O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), recuou 0,4 ponto em julho e passou para 88,3 pontos, registrando a terceira queda mensal consecutiva. Com o resultado, o indicador atingiu o menor patamar desde março deste ano, quando marcou 88,1 pontos. Na média móvel trimestral, o índice também apresentou retração de 0,3 ponto, ficando em 88,6 pontos.
Segundo a FGV, a queda foi provocada principalmente pelo enfraquecimento da percepção dos consumidores sobre a situação atual da economia e das finanças das famílias. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,6 pontos, para 84,4 pontos, refletindo uma avaliação menos favorável do orçamento doméstico e das condições econômicas no momento.
Em contrapartida, os indicadores de expectativas para os próximos meses mostraram melhora, amenizando uma queda mais intensa do índice geral. Ainda assim, o avanço das perspectivas futuras não foi suficiente para compensar a piora na percepção sobre a realidade econômica atual.
De acordo com a economista do FGV IBRE, Anna Carolina Gouveia, os consumidores de menor renda tiveram maior participação na queda do indicador agregado, demonstrando maior sensibilidade ao cenário econômico. O resultado reforça um ambiente de cautela entre as famílias brasileiras em relação ao consumo e à situação financeira.
A confiança do consumidor brasileiro voltou a cair em julho, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas. O Índice de Confiança do Consumidor recuou zero vírgula quatro ponto e chegou a oitenta e oito vírgula três pontos, registrando o terceiro mês seguido de queda e o menor nível desde março.
De acordo com a FGV, a principal influência negativa veio da piora na percepção das famílias sobre a situação financeira atual e as condições econômicas do momento. Apesar de uma leve melhora nas expectativas para os próximos meses, o avanço não foi suficiente para reverter a queda do indicador geral.
Os consumidores de menor renda foram os que mais contribuíram para o recuo da confiança, refletindo maior preocupação com o cenário econômico e o orçamento doméstico.
Reportagem, Sophia Muniz