Cinema·22 de agosto de 2019

FESTIVAL DE GRAMADO: Filme “Pacarrete” é engraçado, emociona e é favorito para categorias de melhor filme e melhor atriz

Esse é o primeiro longa-metragem dirigido pelo cearense Allan Deberton; personagem principal é interpretada por Marcélia Cartaxo

Por Sara RodriguesSara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.
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Ao final da primeira cena de “Pacarrete”, o público vibrou e aplaudiu a beleza da atuação de Marcélia Cartaxo. O filme, que teve sua primeira exibição nesta terça-feira (20), no Festival de Cinema de Gramado, arrancou risadas da plateia, gritos de elogios e muito choro coletivo.

“Pacarrete” é um filme que retrata a vida de uma senhora cearense moradora do município de Russas, que realmente existiu. A figura caricata conquista o público logo de primeira. Tudo gira em torno do desejo da mulher de presentear a cidade em seu aniversário de 200 anos, com uma apresentação de ballet, mas que encontra muita dificuldade ao dialogar com a Secretaria de Cultura.

Esse é o primeiro longa-metragem do diretor Allan Deberton, que estreou o formato já dando o que falar. Isso porque a película está entre as favoritas para o prêmio de melhor filme, melhor atriz e melhor diretor. Allan, que é natural de Russas, conviveu ainda criança com a musa inspiradora da trama.

Marcélia Cartaxo ficou conhecida por sua atuação em “A Hora da Estrela” (1985), dando vida ao romance de Clarice Lispector, e também já contracenou com Lázaro Ramos no filme Madame Satã (2002). Dessa vez, em toda sua glória, a atriz incorpora uma cearense arretada no sotaque, com falas em francês que fazem o público se derreter.

A atuação de Marcélia é fantástica, sem medo de errar, tropeçar ou fazer feio. Ela tem uma coragem, força e transmite sentimentos verdadeiros por sua personagem. Além disso, contracena com o ator João Miguel (3%) em sintonia. Os dois amigos têm uma relação aconchegante, o que impulsionou o carinho da plateia pela trama.

Há uma forte ligação também entre o “trio parada dura”. Ao lado Marcélia, Zezita Matos e Soia Lira são mulheres fortes e representam as figuras firmes do filme. É lindo ver a interação entre essas mulheres que encarnam tão bem a mulher brasileira, nordestina. Fortes, carinhosas, sem medo e muito prestativas.

Tecnicamente falando, também é importante pensar sobre a trilha sonora do filme. A experiência é de imersão em um longa nacional, cearense, que não incomoda quando coloca músicas em francês na trilha sonora. Principalmente porque são canções que são diretamente relacionadas à personalidade de Pacarrete.

Em um tempo em que a questão do cortes de verbas para o audiovisual está em pauta, o filme faz uma menção sutil à censura. Quando Pacarrete, no interior do Ceará, quer presentear a cidade com seu ballet e não recebe apoio do município, isso só reforça como as preocupações da Secretaria de Cultura são outras.

O longa tem previsão de estreia nos cinemas do Brasil para março de 2020 e já promete grande repercussão.

 Ao final da primeira cena de “Pacarrete”, o público vibrou e aplaudiu a beleza da atuação de Marcélia Cartaxo. O filme, que teve sua primeira exibição nesta terça-feira (20), no Festival de Cinema de Gramado, arrancou risadas da plateia, gritos de elogios e muito choro coletivo.

“Pacarrete” é um filme que retrata a vida de uma senhora cearense moradora do município de Russas, que realmente existiu. A figura caricata conquista o público logo de primeira. Tudo gira em torno do desejo da mulher de presentear a cidade em seu aniversário de 200 anos, com uma apresentação de ballet, mas que encontra muita dificuldade ao dialogar com a Secretaria de Cultura.

Esse é o primeiro longa-metragem do diretor Allan Deberton, que estreou o formato já dando o que falar. Isso porque a película está entre as favoritas para o prêmio de melhor filme, melhor atriz e melhor diretor. Allan, que é natural de Russas, conviveu ainda criança com a musa inspiradora da trama.

Marcélia Cartaxo ficou conhecida por sua atuação em “A Hora da Estrela” (1985), dando vida ao romance de Clarice Lispector, e também já contracenou com Lázaro Ramos no filme Madame Satã (2002). Dessa vez, em toda sua glória, a atriz incorpora uma cearense arretada no sotaque, com falas em francês que fazem o público se derreter.

A atuação de Marcélia é fantástica, sem medo de errar, tropeçar ou fazer feio. Ela tem uma coragem, força e transmite sentimentos verdadeiros por sua personagem. Além disso, contracena com o ator João Miguel (3%) em sintonia. Os dois amigos têm uma relação aconchegante, o que impulsionou o carinho da plateia pela trama.

Há uma forte ligação também entre o “trio parada dura”. Ao lado Marcélia, Zezita Matos e Soia Lira são mulheres fortes e representam as figuras firmes do filme. É lindo ver a interação entre essas mulheres que encarnam tão bem a mulher brasileira, nordestina. Fortes, carinhosas, sem medo e muito prestativas.

Tecnicamente falando, também é importante pensar sobre a trilha sonora do filme. A experiência é de imersão em um longa nacional, cearense, que não incomoda quando coloca músicas em francês na trilha sonora. Principalmente porque são canções que são diretamente relacionadas à personalidade de Pacarrete.

Em um tempo em que a questão do cortes de verbas para o audiovisual está em pauta, o filme faz uma menção sutil à censura. Quando Pacarrete, no interior do Ceará, quer presentear a cidade com seu ballet e não recebe apoio do município, isso só reforça como as preocupações da Secretaria de Cultura são outras.

O longa tem previsão de estreia nos cinemas do Brasil para março de 2020 e já promete grande repercussão.

Reportagem, Sara Rodrigues

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Sobre a repórter

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.