Agronegócios - Vacinação·20 de janeiro de 2024

Febre Aftosa: São Paulo vacina 100% do rebanho estadual em 2023

O estado de São Paulo ainda vacinou 99% dos rebanhos contra a brucelose

Por Nathália Ramos Guimarães
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Campanha de vacinação previne febre aftosa, no rebanho de SP. Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Campanha de vacinação previne febre aftosa, no rebanho de SP. Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento·Foto: Brasil 61

No estado de São Paulo, o número total de bovinos registrados é de cerca de 10,16 milhões de cabeças, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola, em outubro de 2022. Para prevenir esses animais da febre aftosa, uma doença infecciosa que atinge animais como bovinos e bubalinos, o governo promoveu campanhas de vacinação em 2023, atingindo 100% da cobertura contra a febre aftosa.

Willian Alves Correa, médico-veterinário e representante da Defesa Agropecuária, explica que a vacina estimula o sistema imunológico dos animais e confere a eles anticorpos para se protegerem contra a doença.

“A vacinação é uma medida de proteção, uma das primeiras, e que foi de grande importância para o Brasil começar a controlar de maneira efetiva a febre aftosa e posteriormente partir para a sua erradicação”, informa o especialista.

A última campanha de vacinação contra febre aftosa, finalizada em novembro de 2023, contemplou cerca de 5 milhões de animais com até 24 meses de idade, segundo a Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo.

Correa explica que de acordo com o Decreto nº 45.781 de 2001, aquele que deixa de aplicar a vacina em seus animais, fica sujeito a multa de 5 Unidades Fiscais de São Paulo (UFESP) por cabeça, o que hoje corresponde à cerca de R$171 por animal não vacinado.

“Após isso ainda deverá vacinar obrigatoriamente esse rebanho sob supervisão da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, no que é chamado de vacinação assistida. Então é muito importante que o produtor cumpra com seus deveres”, destaca.

Neste ano, não estão previstas novas campanhas de vacinação contra a febre aftosa em São Paulo. Em maio e novembro, os pecuaristas deverão fazer a declaração dos rebanhos bovídeos. Além disso, entre março e maio, a Defesa Agropecuária irá verificar a ausência de circulação do vírus responsável pela febre aftosa.

O Brasil tem como objetivo se tornar livre da febre aftosa até 2026. Para obter reconhecimento de zona livre da doença, a Organização Nacional da Saúde (OMS) exige a interrupção da vacinação por 12 meses, no mínimo.

Brucelose

Ainda em 2023, o estado de São Paulo vacinou 99% dos rebanhos contra a brucelose, totalizando cerca de 369 mil animais. Essa doença é uma zoonose que pode afetar pessoas que têm contato direto com animais doentes ou consomem leite cru e seus derivados.

A vacinação contra brucelose é realizada em fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses. A primeira fase da vacinação contra a doença em 2024 já está em andamento e se estende até o dia 31 de maio. Após a aplicação, os produtores recebem um atestado para realizar a declaração de imunização junto à Defesa Agropecuária. A lista dos profissionais credenciados para realizar a vacinação está disponível no portal oficial.

Em São Paulo, os municípios que se destacam na criação de bovinos ou bubalinos são:

  • Mirante do Paranapanema
  • Cunha
  • Presidente Bernardes
  • Marília
  • Barra do Turvo
  • Registro
  • Iguape
  • Sete Barras
  • Sarapuí

As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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 Neste ano, não estão previstas novas campanhas de vacinação contra a febre aftosa em São Paulo.

Em 2023, o estado de São Paulo vacinou 99% dos rebanhos contra a brucelose, totalizando cerca de 369 mil animais. A vacinação é realizada em fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses. A primeira fase da vacinação contra a doença em 2024 já está em andamento e vai até 31 de maio. 

Em São Paulo, os municípios que se destacam na criação de bovinos ou bubalinos são: Mirante do Paranapanema, Cunha, Presidente Bernardes, Marília, Barra do Turvo, Registro, Iguape, Sete Barras e Sarapuí.

Reportagem, Nathália Guimarães

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