Economia·24 de maio de 2019

Fatores políticos deixam setor empresarial inseguro e índice de confiança no comércio recua em 5,4 pontos

Com o resultado, o indicador retornou ao mesmo nível de setembro de 2018

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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O fraco desempenho do comércio no início do ano mostra reflexos no ritmo de vendas neste segundo trimestre, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio recuou 5,4 pontos de abril para maio e passou para 91,4 pontos, em uma escala de zero a 200.

Com o resultado, o indicador retornou ao mesmo nível de setembro de 2018. O estudo também indica que os fatores políticos estão limitando a melhora do ambiente de negócios do setor. A palavra-chave das empresas tem sido cautela na hora de planejar os próximos meses. O percentual de empresas citando fatores políticos como uma limitação ficou em 6,7%, o maior desde outubro passado, quando registrou 9,4%, época das eleições presidenciais no país.

"A nova queda expressiva da confiança do comércio sugere que os empresários do setor ainda estão encontrando dificuldades com o ritmo de vendas no 2º trimestre. Os indicadores de situação atual refletem o fraco desempenho da atividade no início de 2019. Ao mesmo tempo, os empresários continuam revendo suas expectativas, resultado de uma frustração com o cenário apresentado até agora. A volta da recuperação da confiança ainda depende da redução dos níveis de incerteza, dos números mais positivos do mercado de trabalho e da retomada da confiança do consumidor", diz a nota publicada pela FGV, assinada pelo coordenador da Sondagem do Comércio Rodolpho Tobler.

Em maio, a queda da confiança atingiu empresários de onze dos treze segmentos analisados. O Índice de Expectativas, que mede a confiança nos próximos meses, caiu 6,6 pontos e voltou a registrar valor abaixo de 100 pontos (94,8 pontos). O Índice de Situação, que mede a confiança no presente também caiu. Diminuiu quatro pontos para 88,3 pontos, menor valor desde janeiro do ano passado. A próxima Sondagem do Comércio será divulgada em 26 de junho.

O fraco desempenho do comércio no início do ano mostra reflexos no ritmo de vendas neste segundo trimestre, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio recuou 5,4 pontos de abril para maio e passou para 91,4 pontos, em uma escala de zero a 200.

Com o resultado, o indicador retornou ao mesmo nível de setembro de 2018. O estudo também indica que os fatores políticos estão limitando a melhora do ambiente de negócios do setor. A palavra-chave das empresas tem sido cautela na hora de planejar os próximos meses. O percentual de empresas citando fatores políticos como uma limitação ficou em 6,7%, o maior desde outubro passado, quando registrou 9,4%, época das eleições presidenciais no país.

Em maio, a queda da confiança atingiu empresários de onze dos treze segmentos analisados. O Índice de Expectativas, que mede a confiança nos próximos meses, caiu 6,6 pontos e voltou a registrar valor abaixo de 100 pontos (94,8 pontos). O Índice de Situação, que mede a confiança no presente também caiu. Diminuiu quatro pontos para 88,3 pontos, menor valor desde janeiro do ano passado. A próxima Sondagem do Comércio será divulgada em 26 de junho.

Reportagem, Camila Costa

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.