Brasil·01 de março de 2020

Exército continua no Ceará por mais uma semana

Governo federal atendeu o pedido do governo local, que lida com motim de policiais militares

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Após pedido do governo Ceará, o governo federal prorrogou por mais uma semana a presença do exército no estado. A previsão inicial era que o reforço, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), atuasse no Ceará por apenas por uma semana, indo embora na última sexta-feira(28). Agora, o prazo foi prolongado até a próxima sexta-feira(06). A decisão foi tomada em uma reunião no Palácio do Planalto entre Bolsonaro e diversos ministros, inclusive Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública. Depois disso, o presidente divulgou uma nota dizendo que espera que o o impasse entre a Polícia Militar do Ceará e o governo do estado seja resolvido. 

O motim de policiais no Ceará já dura quase duas semanas. Durante o motim, 47 policiais foram presos, a maioria por deserção. Na última semana, o governador do Ceará, Camilo Santana, disse que não vai conceder nenhum tipo de anistia aos policiais militares envolvidos em atos de vandalismo e insubordinação. 

Com a falta de policiamento, a insegurança atingiu as ruas. O número de homicídios registrados desde o início do movimento beira os 200, a maior taxa de assassinatos desde 2012.

Os protestos, que já atingem três cidades, são motivados pela insatisfação de policiais militares com a proposta de reajuste para a categoria proposta pela Assembléia Legislativa do estado. O projeto aumentaria os salários dos soldados de R$ 3.400 para cerca de R$ 4.500, parcelado em 3 vezes. Os policiais demandam que o pagamento seja feito em uma só parcela e querem um plano de carreira para a categoria.

Após pedido do governo Ceará, o governo federal prorrogou por mais uma semana a presença do exército no estado. A previsão inicial era que o reforço, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), atuasse no Ceará por apenas por uma semana, indo embora na última sexta-feira(28). Agora, o prazo foi prolongado até a próxima sexta-feira(06). A decisão foi tomada em uma reunião no Palácio do Planalto entre Bolsonaro e diversos ministros, inclusive Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública. Depois disso, o presidente divulgou uma nota dizendo que espera que o o impasse entre a Polícia Militar do Ceará e o governo do estado seja resolvido. 

O motim de policiais no Ceará já dura quase duas semanas. Durante o motim, 47 policiais foram presos, a maioria por deserção. Na última semana, o governador do Ceará, Camilo Santana, disse que não vai conceder nenhum tipo de anistia aos policiais militares envolvidos em atos de vandalismo e insubordinação. 

Com a falta de policiamento, a insegurança atingiu as ruas. O número de homicídios registrados desde o início do movimento beira os 200, a maior taxa de assassinatos desde 2012.

Os protestos, que já atingem três cidades, são motivados pela insatisfação de policiais militares com a proposta de reajuste para a categoria proposta pela Assembléia Legislativa do estado. O projeto aumentaria os salários dos soldados de R$ 3.400 para cerca de R$ 4.500, parcelado em 3 vezes. Os policiais demandam que o pagamento seja feito em uma só parcela e querem um plano de carreira para a categoria.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.