Saúde·01 de fevereiro de 2020

Estudo afirma que combinação de febre e hipotermia pode ajudar no combate à sepse

Infecção causada no organismo por substâncias químicas liberadas na corrente sanguínea pode levar à morte

Por Jalila ArabiJornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.
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Uma combinação entre febre e hipotermia pode ajudar o organismo a combater a sepse, infecção causada quando substâncias químicas são liberadas na corrente sanguínea para tratar outra infecção, mas desencadeia uma inflamação pelo corpo. A doença, que pode causar alterações que danificam vários órgãos, podendo até matar, pode ter agora um tratamento. 

A descoberta é que uma combinação alternada entre aumentar a temperatura do corpo para expulsar a ameaça e resfriá-lo de forma controlada para permitir a convivência temporária com o invasor pode preservar os órgãos e sistemas. 

Foram realizados testes com 50 pacientes com sepse e o quadro clínico transitou naturalmente entre os estados de resistência com febre e de hipotermia, possivelmente associada à tolerância. O método, considerado inovador, é apoiado pela Universidade de São Paulo, além de outras universidades ao redor do mundo.

Os resultados do estudo até o momento promovem uma reavaliação na forma de lidar com a sepse. Segundo os pesquisadores, será possível, a partir do estudo, pensar em novas terapias e linhas mais personalizadas para combater a infecção.  

De acordo com dados do Instituto Latinoamericano de Sepse, a infecção é responsável por 25% das ocupações em leitos de UTI no Brasil. O índice de mortalidade é considerado alto, sendo que 65% dos pacientes morrem após contrair a sepse. 

Uma combinação entre febre e hipotermia pode ajudar o organismo a combater a sepse, infecção causada quando substâncias químicas são liberadas na corrente sanguínea para tratar outra infecção, mas desencadeia uma inflamação pelo corpo. A doença, que pode causar alterações que danificam vários órgãos, podendo até matar, pode ter agora um tratamento. 

A descoberta é que uma combinação alternada entre aumentar a temperatura do corpo para expulsar a ameaça e resfriá-lo de forma controlada para permitir a convivência temporária com o invasor pode preservar os órgãos e sistemas. 

Foram realizados testes com 50 pacientes com sepse e o quadro clínico transitou naturalmente entre os estados de resistência com febre e de hipotermia, possivelmente associada à tolerância. O método, considerado inovador, é apoiado pela Universidade de São Paulo, além de outras universidades ao redor do mundo.

Os resultados do estudo até o momento promovem uma reavaliação na forma de lidar com a sepse. Segundo os pesquisadores, será possível, a partir do estudo, pensar em novas terapias e linhas mais personalizadas para combater a infecção.  

De acordo com dados do Instituto Latinoamericano de Sepse, a infecção é responsável por 25% das ocupações em leitos de UTI no Brasil. O índice de mortalidade é considerado alto, sendo que 65% dos pacientes morrem após contrair a sepse. 

Reportagem, Jalila Arabi. 

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Sobre a repórter

Jalila Arabi

Jornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.