Educação·14 de setembro de 2018

Especialistas consideram acertada decisão do STF de impedir educação domiciliar

<p>Para Vanessa Souto, coordenadora de projetos da ONG Todos pela Educa&ccedil;&atilde;o, privar a crian&ccedil;as do conv&iacute;vio social seria um retrocesso</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:02:33
Ouvir áudio · 00:02:33Copiar texto

Um dia após a maioria dos ministros do STF decidirem que o ensino domiciliar, dado em casa, não pode ser considerado legal para que pais garantam aos filhos o acesso à educação, especialistas da área educacional comemoram a sentença.

A discussão no Supremo teve origem em uma ação do município de Canela, no Rio Grande do Sul, a pais que queriam educar a filha em casa. A família foi à Justiça após a Secretaria de Educação do município negar um pedido para que a menina, à época com 11 anos, tivesse aulas em casa.

O especialista em educação Célio da Cunha classificou a decisão da Corte "sábia e madura" e afirmou que a família pode e deve complementar na educação de seus filhos.

“O problema da educação domiciliar é que a educação não se esgota no cognitivo, só na aquisição de conhecimento. Ela é um processo mais amplo e precisa da rua, das esquinas, da convivência social. A educação em casa subtrai essa possibilidade. A educação domiciliar seria apenas para uns poucos. Seria apenas para uma alta classe média e classe rica, porque pessoas que lutam com dificuldade financeira, não têm condições de fazer isso. É um projeto de elite.”

Para Vanessa Souto, coordenadora de projetos da ONG Todos pela Educação, a família tem pepel fundamental na educação das crianças, mas lembra que a questão do convívio social é extremamente relevante.

“As crianças também precisam do convívio com os outros alunos, com a diversidade. As crianças não vão adquirir as competências para a vida se ficarem somente no seio familiar. É preciso fortalecer o papel da família junto da escola porque esses dois atores são fundamentais para que as crianças se desenvolvam adequadamente.”

Somente o relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela legalidade do ensino domiciliar, conhecido como “homeschooling”, desde que submetido a condições que ele propôs fixar até que o Congresso legislasse sobre o tema.

Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Cármen Lúcia votaram contra o relator. Eles consideraram que, para que a opção pelo ensino em casa fosse válida, teria de estar prevista em lei.

Reportagem, Ana Clara Arantes

Últimas notícias

SESI

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Empreendedorismo

Empreendedoras do DF defendem mais acesso ao crédito e participação nas políticas públicas

Eleições

RealTime Big Data: Vicentinho Júnior tem 52% dos votos válidos e Dorinha, 48%, no Tocantins

Eleições

Realtime Big Data: Allyson tem 52% dos votos válidos e Cadu de Lula, 48%, no segundo turno no RN

Vacina

Anvisa aprova nova vacina contra 21 sorotipos de bactéria causadora de pneumonia e meningite

Sobre a repórter

Agência do Rádio