Educação·31 de julho de 2015

ESCOLA PÚBLICA: Brasil precisa aumentar em até três vezes valor investido por alunos, aponta estudo

<p><i>O valor ideal seria de 10 mil Reais por aluno para o atendimento em tempo integral</i></p><div><b>&nbsp;</b></div><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: O Brasil tem que aumentar em até três vezes o valor investido por aluno na rede pública para garantir educação de qualidade. É o que indicam os dados da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que é uma organização que luta pelos direitos didáticos. O cálculo significa o acréscimo de 37 bilhões no sistema educacional público, que seriam investidos no salário de professores e em laboratórios de ciência, quadras cobertas e em espaços de convivências. Segundo o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, os números mostram que o Brasil não investe mais no ensino básico de maneira correta e por isso o ensino nas escolas públicas está devendo para a população.
SONORA: Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
“Isso demonstra o quanto que o Brasil deixou de investir em educação no passado, e o quanto essa dívida educacional é grande e precisa ser resolvida para que a sociedade brasileira seja respeitada em seus direitos.”
REPÓRTER: De acordo com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a etapa educacional que mais carece de investimentos é a creche, que atende crianças até três anos de idade. O valor ideal seria de 10 mil Reais por aluno para o atendimento em tempo integral. Atualmente, são gastos apenas três vírgula três mil, com base nos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. O coordenador geral da campanha, Daniel Cara, afirma que o governo Federal precisa se unir as estados e municípios para que a educação melhore.
SONORA: Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
“O governo Federal deve participar mais do investimento na educação. Transferir recursos para estados e municípios, garantindo esse padrão mínimo de qualidade palpado pelo custo aluno-qualidade inicial, que esse nosso estudo consta da Lei do plano nacional da educação. Então, o caminho efetivo é fazer com que o governo Federal se responsabilize pela educação básica brasileira também, junto com estados e municípios de forma complementar, de forma a apoiar os estados e municípios.”
REPÓRTER: A implantação do Custo Aluno Qualidade faz parte das estratégias de alcançar o investimento de, pelo menos, 10 por cento do PIB, Produto Interno Bruto, brasileiro. Atualmente, o investimento é de seis e meio por cento do PIB.

Reportagem, Sara Rodrigues

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