Educação·27 de fevereiro de 2020

ES: Dispositivo que colore água em descargas disputa título do maior torneio de robótica do país

Equipe do SESI de Vitória foi uma das 100 selecionadas na FLL ao criar projeto que utiliza método para identificar e reduzir vazamentos em vasos sanitários

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
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Alunos do SESI de Vitória (ES) disputarão, a partir de sexta-feira (6), a etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), em São Paulo. O time “Legos Vorazes” conquistou a primeira posição em Design Mecânico e ficou com o quarto lugar geral na seletiva regional ao criar um dispositivo que colore a água de vasos sanitários com vazamento. 

A ideia surgiu após os estudantes descobrirem que o maior desperdício de água nas cidades vem de sanitários desregulados. Após meses de investigação, os alunos acharam o problema: a boia que regula o fluxo de água, localizada dentro da caixa acoplada ao vaso sanitário, cria um defeito por conta do uso constante. Isso faz com que o nível da água suba, escorra no vaso e seja difícil observar. Como solução, a peça criada pelos alunos será encaixada na ponta do tubo e terá um pó colorante. Quando a água passar pelo canal, cairá no vaso colorida, indicando o vazamento.

Segundo a integrante da equipe Luísa Coutinho, de 13 anos, a pesquisa e o desenvolvimento do projeto trazem experiência que será “importante” em um futuro próximo para ela e os colegas. “Eu penso em fazer faculdade, mas ainda não escolhi direitinho. Estou bastante em dúvida em relação a isso. Eu tava pesquisando sobre faculdade e eu achei um curso: arquitetura e urbanismo. Urbanismo tem a ver com cidades inteligentes, que é o tema dessa temporada. Eu fiquei bastante interessada”, conta Luísa.

Para o professor de matemática e robótica e técnico da equipe, Thiago Ferreira da Silva, o torneio é importante para que os competidores estejam preparados para o mercado de trabalho. “Desenvolve muitas coisas, desde a questão de aprender processos de pesquisa, de forma autônoma, até trabalhar relacionamento interpessoal, em grupo. São muitos benefícios quando o aluno participa desse tipo de evento”, defende. 

A competição

A etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

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A etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

Reportagem, Camila Costa 
 

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Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.