Educação·18 de fevereiro de 2019

Equipe de Joinville cria braçadeira para astronautas manterem objetos seguros

Por Camila CostaJornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
Áudio · 00:02:30
Ouvir áudio · 00:02:30

O filme Gravidade, estrelado por George Clooney e Sandra Bullock, foi o ponto de partida da equipe Sunrise. O grupo de seis alunos do Serviço Social da Indústria (SESI) de Joinville, em Santa Catarina, está inscrito no Torneio de Robótica FIRST® LEGO® League e pretende impressionar com a criação de uma braçadeira, com quatro pontos, pensados para que os astronautas, quando estiverem no espaço, possam prender objetos e apetrechos e não perdê-los, por conta da falta de gravidade. A ideia é proporcionar mais segurança aos astronautas, otimizar o tempo de um determinado serviço e prevenir perda de ferramentas durante o manuseio.

No filme, três astronautas viajam ao espaço para consertar um telescópio e, após um acidente, um deles morre. Durante a trama é possível ver certas dificuldades em manusear ferramentas. Se deixam cair, podem perder tempo indo atrás ou sequer conseguir alcançá-las. Segundo o capitão da equipe Sunrise, Eric da Fonseca, 15 anos, a braçadeira evitará o escape dos apetrechos durante o uso. É feita com elástico, velcro, guias retráteis, roller clips, e tem um forro, para evitar atrito com a roupa do astronauta.

A preparação de Eric e dos outros colegas tem sido diária, organizada ponto a ponto do trabalho, com planejamento de execução do projeto, para que tudo saia como o previsto durante o torneio, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro.  “Eu e toda equipe estamos muito animados, já que vai ser em um local muito diferente, vai ser bacana de visitar e de conhecer; assim como as outras equipes e competidores, ver tudo aquilo que eles criaram durante a temporada. E aprender muito, a gente espera, com eles também”, afirma Eric. 

O instrutor maker dos alunos, Marcos Paulo Rau, conta que para esta primeira fase do torneio será apresentado um protótipo da braçadeira, que foi chamada de RAPDU – Recurso Armazenador de Petrechos Durante o Uso. Os destaques do projeto apresentado pela equipe é que a braçadeira será de baixo custo, leve, simples, versátil e maleável, além de não demandar energia elétrica. “Foi desenvolvido uma luva, basicamente isso. Uma luva estilo munhequeira, que é colocada na mão barra antebraço, onde ela tem mecanismos retráteis. Um roller clip preparado para o espaço. O astronauta pode colocar a ferramenta nessa luva, que é feita com um tipo de velcro, a ferramenta vai colar nessa luva, e quando utilizar, pega com a outra mão, leva até o determinado local, utiliza e solta. Quando solta, ela volta para o local e cola onde aonde ele tirou”, explica Marcos.

Para Marcos, que já está há três anos competindo, junto da sua quarta equipe, os ganhos com a preparação e o Torneio de Robótica FIRST® LEGO® League vão além de um troféu. “Isso traz muito um crescimento pessoal para a criança, criança barra jovem, e começa a ter decisões mais assertivas, para refletir, começa a pensar determinadas consequências, avaliar riscos e reverter isso para o mercado barra indústria, estamos literalmente formando os profissionais do futuro’, afirma.

Ciência e tecnologia

O Torneio de Robótica FIRST® LEGO® é realizado no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit”. Os participantes terão que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.

O torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país. 

Quer saber mais sobre robótica? Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/. 
 

Áudio
Áudio

O Torneio de Robótica é realizado no Brasil há mais de 10 anos, em cima do programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.

Reportagem, Camila Costa


 

Últimas notícias

Empreendedorismo

Lula sanciona lei que eleva teto do MEI e perdoa dívidas federais

Ministério da Cultura

Apoiada pela Lei Rouanet, Orquestra Brasileira de Cantores Cegos já gerou mais de 300 postos de trabalho

Ministério da Cultura

Rouanet nas Favelas 2 recebe 587 propostas e prevê investimento de R$ 10 milhões

SESI

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Empreendedorismo

Empreendedoras do DF defendem mais acesso ao crédito e participação nas políticas públicas

Sobre a repórter

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.