O número de alertas de desastres emitidos pelaDefesa Civil Nacional cresceu 70% em dezembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre os dias 1º e 26, foram registrados 3,1 mil alertas em todo o país por meio da plataforma Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap). No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido 1.877.
Segundo o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, o aumento reflete tanto a maior ocorrência de eventos extremos típicos do período chuvoso quanto o amadurecimento do uso da plataforma Idap por defesas civis estaduais e municipais. “Há hoje maior prontidão para emitir alertas de forma preventiva, alinhada aos protocolos de proteção da população”, afirmou.
A média diária de alertas também subiu. Em 2025, a Defesa Civil Nacional emitiu cerca de 120 comunicados por dia, contra 70 em dezembro de 2024. As mensagens chegam à população por seis ferramentas diferentes:
- Defesa Civil Alerta
- SMS
- TV por assinatura
- Telegram
- Google Public Alerts.
Defesa Civil Alerta
Desde dezembro de 2024, a ferramenta Defesa Civil Alerta tem sido uma das principais aliadas na gestão de riscos no país. Nesse período, foram emitidos 737 alertas, sendo 620 classificados como severos, 83 como extremos e 34 apenas de demonstração. Os casos mais recorrentes foram de chuvas intensas, com 454 alertas, e deslizamentos de terra, com 58.
A tecnologia envia mensagens sonoras e visuais diretamente para celulares em áreas de risco alto, sem necessidade de cadastro prévio. O alerta pode soar mesmo com o aparelho no modo silencioso, alcançando celulares com cobertura 4G ou 5G e sistemas Android ou iOS lançados a partir de 2020. O serviço é gratuito e não depende de conexão com a internet.
Criada em parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Ministério das Comunicações (MCom), a ferramenta orienta a população sobre medidas de autoproteção diante de riscos iminentes.
Tipos de alerta
A Defesa Civil Nacional emite dois tipos de alerta: severo e extremo.
No alerta severo, há risco elevado, mas sem necessidade de ação imediata. A mensagem aparece acompanhada de um sinal sonoro discreto, e a tela do celular é bloqueada até o usuário fechá-la manualmente.
Já o alerta extremo indica perigo imediato, com risco à vida e necessidade de adoção urgente de medidas de autoproteção. Nesses casos, o aviso é emitido com som semelhante a uma sirene, mesmo que o celular esteja no modo silencioso, e só pode ser encerrado pelo usuário.
O número de alertas de desastres emitidos pela Defesa Civil aumentou setenta por cento neste mês de dezembro, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os dias primeiro e vinte e seis, foram registrados mais de três mil cento e oitenta alertas em todo o país, segundo dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. No mesmo período de dois mil e vinte e quatro, foram mil oitocentos e setenta e sete.
De acordo com o ministério, o aumento se deve à combinação de dois fatores: o período mais chuvoso do ano e o uso cada vez mais ágil da plataforma de alertas pelas defesas civis estaduais e municipais.
Hoje, são cerca de cento e vinte alertas emitidos por dia — quase o dobro da média registrada no ano anterior.
As mensagens chegam à população por diferentes meios: SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Telegram, Google Public Alerts e pelo sistema Defesa Civil Alerta, que envia avisos sonoros e visuais direto para os celulares em áreas de risco.
Desde dezembro do ano passado, esse sistema foi acionado mais de setecentas vezes. A maioria dos alertas foi por causa de chuvas intensas e risco de deslizamentos.
A Defesa Civil lembra que existem dois tipos de alerta: o severo, que avisa sobre riscos próximos, e o extremo, usado em situações de perigo imediato, quando é preciso agir na hora.
Reportagem, Paula Coutinho