Política·26 de dezembro de 2017

Embaixador venezuelano no Brasil deve ser considerado persona non grata pelo Itamaraty

<p><i style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px; text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; line-height: 24px; font-family: Arial, sans-serif;">Declara&ccedil;&atilde;o &eacute; resposta &agrave; poss&iacute;vel expuls&atilde;o do embaixador brasileiro em Caracas</span></i></p><p class="m_-1861915583129381780gmail-MsoNormal" align="center" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: arial, sans-serif; font-size: 12.8px; text-align: center; line-height: 19.2px;">&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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O Itamaraty declarou em nota que está aguardando a expulsão de Ruy Carlos Pereira, embaixador do Brasil na Venezuela, para tomar medidas recíprocas. Se confirmada, o atual embaixador da Venezuela no Brasil também deve ser considerado persona non grata, como resposta.

A medida de expulsão do embaixador foi vista pelo Itamaraty como “mais uma demonstração do caráter autoritário da administração de Nicolás Maduro e a falta de disposição para qualquer tipo de diálogo”. Ruy Carlos Pereira foi declarado Persona Non Grata durante um discurso da chanceler e atual presidente da Assembléia Constituinte Venezuelana, Delcy Rodríguez, no sábado (23).

O embaixador brasileiro não foi o único. O encarregado de negócios da embaixada do Canadá na Venezuela, Craib Kopwalik, também foi alvo durante o discurso de Delcy. Os governos do Brasil e Canadá questionaram a gestão venezuelana sobre a dissolução de dois governos municipais, o de Grande Caracas e Alto Apure, liderados por opositores de Maduro. Para os dois países a motivação é política. Em resposta, Delcy acusou de intromissão dos dois países em questões venezuelanas e questionou a legitimidade do atual governo de Michel Temer.

Ruy Carlos Pereira está no Brasil onde deve passar as festas de fim de ano. Ruy foi nomeado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, para ser embaixador na Venezuela e acompanhou a escalada da crise no país vizinho, que se acirrou após violentos protestos de opositores contra o atual governo. O embaixador voltou ao Brasil no ano passado, após o governo de Maduro criticar o impeachment de Dilma, mas voltou ao cargo em junho deste ano.

Reportagem, Raphael Costa

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