Política·21 de maio de 2018

Em sabatina em SP, Ciro Gomes defende reforma fiscal “em que se taxe os ricos e menos os pobres”

<p>O pr&eacute;-candidato do PDT tamb&eacute;m criticou a interven&ccedil;&atilde;o federal no Rio, que considerou falha e sem planejamento</p>

Por Agência do Rádio
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Uma das figuras mais conhecidas que aspira chegar ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, disse que está empenhado em diminuir os juros praticados pelos bancos, revogar “medidas golpistas” como a reforma Trabalhista e reformular o sistema tributário, em que “apenas classe média e pobre paga imposto”. As declarações do ex-ministro de Lula foram dadas a jornalistas da Folha de São Paulo, UOL e SBT nesta segunda (21), em São Paulo.

Ciro Gomes falou também de um dos principais adversários no pleito, o deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato pelo PSL. Sem titubear, disse que o militar da reserva é “fascista” e tem propostas “toscas”, como a de descriminalizar o porte de armas.

Ao defender seu posicionamento, Ciro aproveitou para criticar a intervenção federal no Rio de Janeiro e disse que “se arma fosse sinal de proteção, mais de 40 policiais militares não teriam sido mortos só em 2018”. Na visão dele, há falhas no combate ao crime organizado e no planejamento de ações em favelas cariocas.

“É claro que não deu, nem pode dar. Por que? Porque o traficante e o comando da facção criminosa não estão na favela, vamos ter clareza disso. E nunca foi no mundo, na história da humanidade, aparato que resolve o problema. É claro que a gente entende que a sociedade está tão sofrida, tão machucada que ela pede uma providência. E ela vê um monte de soldado armado, com fuzil, ela se sente psicologicamente um pouco mais segura. Agora, quando você vai para estatística, nenhuma delas cedeu”.

A economia foi um dos temas que também não ficou de fora durante a sabatina. O presidenciável falou da necessidade de uma reforma fiscal, “em que se taxe os ricos e menos os pobres”. Além disso, Ciro Gomes afirma que desaprova o chamado “teto de gastos”, aprovado pelo governo Temer por meio de PEC. Segundo o pré-candidato do PDT, o orçamento público deixa de investir em áreas estratégicas para pagar despesas financeiras.

“Congela por 20 anos os gastos com saúde e educação, desconsiderando o crescimento dos jovens, que pedem matrícula nas universidades, pedem matrícula na escola média, pedem qualificação da segurança pública, pedem uma série de coisas, melhorias na saúde, mas deixa 29% do orçamento livres de qualquer constrangimento, que é a previdência. E pior: 51,7%, ou seja, mais da metade do dinheiro que a gente arrecadou do nosso povo, entregue para despesa financeira”.

Perguntado sobre uma eventual aliança com o PSDB, Ciro disse que não considera essa hipótese, mas ressaltou que é preciso dialogar com todos os partidos, caso seja eleito presidente. Ainda sobre as eleições deste ano, o pré-candidato do PDT disse que espera enfrentar Bolsonaro no segundo turno, que, na visão dele, é “o adversário menos difícil por ter menos propostas contundentes”.

Nesta semana, mais dois pré-candidatos serão sabatinados pelos jornalistas em São Paulo. Na quarta-feira (23), o entrevistado será o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e, na quinta (24), a ex-senadora Marina Silva (Rede).

Reportagem, Tácido Rodrigues

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