O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, afirmou que se for presidente não vai tolerar uma nova greve dos caminhoneiros. A declaração foi dada na sabatina realizada nesta segunda-feira (3) pelo UOL, SBT e Folha de S. Paulo.
Em meio aos boatos de mais uma paralisação dos caminhoneiros por causa da alta no preço do diesel, Ciro afirmou que Michel Temer mentiu à categoria quando prometeu tabelamento de frete e subsídios, mas permitiu aumento de preço nas refinarias na última semana.
Ciro afirmou ainda que reconhece as dificuldades da categoria, mas que investigará movimentos do tipo caso assuma a presidência.
“Eu me antecipo, me comprometo com uma política de preços séria. Compreendo o problema de um país que deixou que 70% de suas cargas fosse transportada, mas ninguém no meu governo vai fechar estrada pra impedir pessoas doentes de transitar, impedir galinha de chegar viva. [O senhor vai fazer como? Vai mandar a polícia desocupar?]. Vai antes o sistema de informação.”
O candidato do PDT alega que grande parte do movimento grevista foi composto por empresários praticantes de locaute, que poderiam até ser presos em um eventual governo dele. Ciro Gomes afirmou não ser “dessa esquerdinha boboca que fica alisando bandido”.
Para solucionar o entrave dos combustíveis, Ciro Gomes afirmou que é preciso mudar a política de preços da Petrobras. Segundo ele, o preço do barril não deveria seguir a tendência do mercado internacional, mas apenas o custo de produção.
O candidato do PDT também falou sobre a renegociação de dívidas do SPC. A proposta de Ciro é a ampliação do aval solidário, uma modalidade em que um pequeno grupo de pessoas atua como avalista do devedor. Caso o titular do refinanciamento não cumpra com a parcela, o grupo assume o pagamento do valor dividido em partes iguais.
Ciro reafirmou ainda a intenção de revogar medidas tomadas pelo governo Temer, como a PEC do Teto de Gastos e a reforma Trabalhista.
Reportagem, Ana Luiza de Carvalho