Política·02 de outubro de 2017

Em fase final de discussão, Reforma Tributária é tema de debate na Câmara dos Deputados

<p><em>A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; baixar a carga tribut&aacute;ria dos alimentos e medicamentos de 33% para zero</em></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
Copiar texto
A reforma tributária está entrando na fase final de discussões na comissão que debate o assunto na Câmara dos Deputados. Por conta disso, na última quinta-feira (28), a proposta foi o assunto de uma comissão geral no Plenário da Câmara, reunindo parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo. O encontro teve o objetivo de oferecer sugestões ao projeto que é relatado pelo deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB do Paraná. Em fevereiro, o parlamentar apresentou um parecer preliminar que, desde então, vem sendo discutido em palestras por todo o país.
 
No encontro na Câmara, Hauly explicou os principais pontos do projeto.
 
"Primeiro, a simplificação: eliminar o ISS, o ICMS, o IPI, PIS, Cofins, Cide, salário educação, IOF e Pasep. Esses noves tributos viram um único imposto IVA e um pedacinho do IVA, chamado seletivo. E o que é o IVA? É o imposto de bens e serviços, o mesmo que a soma do ICMS e do ISS, é a base tributária dos bens e dos serviços."
 
O tributo chamado de IVA pelo parlamentar é o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), que englobaria vários tributos, como PIS, Pasep, Cofins, IPI, ICMS estadual e ISS municipal, além da contribuição previdenciária. Essa arrecadação seria administrada por uma Super Secretaria da Receita Federal, composta por técnicos da União, estados e municípios.
 
Já no caso do "Imposto Seletivo", a taxação incidiria sobre energia elétrica, combustíveis, comunicações, transportes, cigarros, bebidas, veículos, pneus e autopeças.
 
De acordo com Hauly, um dos problemas do atual sistema é a tributação excessiva sobre o consumo, que gira em torno de 54%.
 
Para o gerente executivo de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco a proposta sobre o imposto seletivo pode ser melhorada. Segundo ele, esse imposto deve recair apenas sobre cigarros e bebidas. Mas de uma forma geral, Castelo Branco elogia o projeto.
 
“O sistema tributário retira a competitividade dos produtos brasileiros, com isso nos perdemos mercado para os produtos estrangeiros lá fora e aqui dentro e com isso crescemos menos. Então, esse é o que deve ser dado para a reforma tributária, simplificação e competitividade.”

Com a reforma tributária a arrecadação estadual passaria a fazer parte de um sistema nacional, com cobrança no destino. Além disso, a intenção é baixar a carga tributária dos alimentos e medicamentos de 33% para zero.
 
De Brasília, João Paulo Machado

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Agência do Rádio