Saúde·15 de maio de 2020

Em conferência na Câmara, especialistas defendem coordenação nacional de combate à pandemia

Audiência foi realizada pela comissão externa da Câmara que acompanha as ações do combate ao novo coronavírus

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Nesta quinta-feira (14), uma conferência na Câmara dos Deputados trouxe especialistas em saúde para discutir os caminhos que podem ser adotados pelo Brasil para sair do isolamento social sem colocar em risco a saúde da população. 

Uma das conclusões foi que, em um cenário onde não existe vacina, é necessária uma política de testagem mais intensa para monitorar possíveis surtos. Outro consenso dos especialistas presentes foi a necessidade de uma ação mais forte e centralizada de enfrentamento da crise.

“Infelizmente, nós temos mensagens desconexas que vem dos diferentes níveis de liderança do país. É difícil a população saber quem ouvir porque as mensagens são desencontradas. Em um contexto desse, vai ter uma parcela da população, como estamos vendo, que não respeitam o isolamento social”, destacou Márcia Castro, pesquisadora da Universidade de Harvard (EUA). Ela defende que o Brasil tem meios de garantir uma vigilância mais próxima dos casos de Covid-19: os agentes comunitários de saúde.

A conferência também abordou os caminhos que o Brasil deve tomar para se recuperar após a crise financeira causada pela Covid-19. O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, destacou que depois do fim da pandemia, o governo vai precisar investir na aprovação de reformas econômicas.

“Se essa crise alongar por mais um ano e meio não podemos nos iludir. Vai ser preciso definir prioridades e isso vai precisar ser feito de forma transparente. Realmente não dá pra ficar, no curto prazo, ficar contando os centavos, mas dá sim pra organizar pra onde vai o dinheiro”, defendeu.

Outro participante foi o diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap. Ele explicou que a população brasileira não vai ter imunidade contra o coronavírus tão cedo. Por isso é importante apostar nas medidas de prevenção.

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Outro participante foi o diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap. Ele explicou que a população brasileira não vai ter imunidade contra o coronavírus tão cedo. Por isso é importante apostar nas medidas de prevenção.

Reportagem, Daniel Marques

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.