Economia - Economia·05 de março de 2021

Em cinco anos poupança tem maior retirada líquida no mês de fevereiro

Fim do auxílio emergencial intensificou os saques

Por Laísa LopesRepórter com atuação em rádio, TV e assessoria de imprensa. Trabalhou no portal Metrópoles, na Rádio Senado e na assessoria de comunicação da Polícia Federal. Além disso, fez parte da equipe do programa Ricardo Noronha Show, da TV Brasília.
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De acordo com o Banco Central, pelo segundo mês seguido, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou retirada líquida de recursos. Em fevereiro, os investidores retiraram R$ 5,83 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança.

Essa é a maior retirada líquida registrada para meses de fevereiro desde 2016, quando os investidores tinham sacado R$ 6,64 bilhões a mais do que haviam depositado. Em fevereiro do ano passado, os brasileiros retiraram R$ 3,57 bilhões da caderneta.

O primeiro bimestre do ano costuma ser marcado por saques expressivos de recursos da caderneta de poupança para pagamento de impostos, material escolar e parcelamentos das compras de Natal. Neste ano, o fim do auxílio emergencial intensificou a retirada.

Ao longo de oito meses, a Caixa Econômica Federal depositou o benefício em contas poupança digitais, que acumulavam rendimentos se não movimentados. Com o fim do programa, beneficiários que conseguiram acumular recursos nas contas poupança passaram a sacar o dinheiro.

De acordo com o Banco Central, com rendimento de 70% da Taxa Selic, a poupança rendeu apenas 1,82% nos 12 meses terminados em fevereiro. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 4,57%.

 De acordo com o Banco Central, pelo segundo mês seguido, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou retirada líquida de recursos. Em fevereiro, os investidores retiraram R$ 5,83 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança.

Essa é a maior retirada líquida registrada para meses de fevereiro desde 2016, quando os investidores tinham sacado R$ 6,64 bilhões a mais do que haviam depositado. Em fevereiro do ano passado, os brasileiros retiraram R$ 3,57 bilhões da caderneta.

O primeiro bimestre do ano costuma ser marcado por saques expressivos de recursos da caderneta de poupança para pagamento de impostos, material escolar e parcelamentos das compras de Natal. Neste ano, o fim do auxílio emergencial intensificou a retirada.

Ao longo de oito meses, a Caixa Econômica Federal depositou o benefício em contas poupança digitais, que acumulavam rendimentos se não movimentados. Com o fim do programa, beneficiários que conseguiram acumular recursos nas contas poupança passaram a sacar o dinheiro.

De acordo com o Banco Central, com rendimento de 70% da Taxa Selic, a poupança rendeu apenas 1,82% nos 12 meses terminados em fevereiro. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 4,57%.

Reportagem, Laísa Lopes
 

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Sobre a repórter

Laísa Lopes

Repórter com atuação em rádio, TV e assessoria de imprensa. Trabalhou no portal Metrópoles, na Rádio Senado e na assessoria de comunicação da Polícia Federal. Além disso, fez parte da equipe do programa Ricardo Noronha Show, da TV Brasília.