Política·03 de abril de 2019

Em audiência marcada por bate-boca, Paulo Guedes reafirma que "Previdência atual está condenada"

Ministro da Economia voltou a defender que a reforma da Previdência vai resultar em economia mínima de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos

Por Cintia MoreiraEm uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi até a Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (3), para debater a reforma da Previdência. A audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi tensa e começou com bate-boca entre os deputados.

“Deputada, já foi amplamente divulgado: quatro Deputados, com um Líder e o Ministro responde. Deputado Stephanes, qual é o artigo que embasa a sua questão de ordem? O Plenário já deliberou sobre isso. Na realidade, V.Exa. já respondeu a minha questão de ordem. V.Exa. já respondeu à Deputada Maria do Rosário. Ela vai, durante esta nossa sessão, pedir a palavra mais umas 30 vezes para apresentar essa questão de ordem e atrapalhar a nossa reunião. Eu acho que tem se cuidar disso. Muito obrigado. O Plenário já deliberou. Presidente... Eu quero referir que esta não foi uma questão de ordem. Toda questão de ordem tem que ser embasada no Regimento. Deputado que estuda, sabe disso”, disseram.

O ministro defendeu que a reforma da Previdência vai resultar em economia mínima de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos para financiar a transição para o sistema de capitalização, modelo em que cada trabalhador contribui para a própria aposentadoria.

"O problema é tão dramático que, no ano passado, nós gastamos 700 bilhões de reais com a Previdência, que é o passado, com os nossos idosos, e nós gastamos 70 milhões de reais com a educação, que é o nosso futuro. Então nós gastamos 10 vezes mais com a Previdência do que com a educação, que é o futuro. A Previdência, no formato atual, já está condenada. Então essa dimensão fiscal é incontornável", concluiu.

Segundo ele, o sistema atual tem um modelo de financiamento perverso ao se sustentar em tributos que incidem sobre a folha de pagamentos e aumentam os encargos trabalhistas para os empresários.

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Segundo ele, o sistema atual tem um modelo de financiamento perverso ao se sustentar em tributos que incidem sobre a folha de pagamentos e aumentam os encargos trabalhistas para os empresários.

Reportagem, Cintia Moreira
 

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Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.