Saúde·01 de junho de 2020

Em Alagoas, leite materno doado por 341 mulheres alimentou mais de 1,2 mil recém-nascidos este ano

Os Bancos de Leite Humano de Alagoas distribuíram este ano quase 500 litros de leite materno para mais de mil e duzentos bebês prematuros e/ou de baixo peso internados nas Unidades Neonatais

Por Thiago MarcoliniJornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.
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Os Bancos de Leite Humano de Alagoas distribuíram este ano quase 500 litros de leite materno para mais de mil e duzentos bebês prematuros e/ou de baixo peso internados nas Unidades Neonatais. O volume é maior que o registrado nos primeiros meses do ano passado, quando foram distribuídos 246 litros.

Apesar disso, o estado é o penúltimo colocado no ranking de leite materno distribuído na região Nordeste, ficando apenas a frente do Piauí. Até o momento, foram coletados 397 litros de leite, doados por 341 mulheres.

De Caruaru, no estado vizinho, vem o exemplo da pernambucana Roseane Cristina, doadora de leite materno há cerca de dois meses. Roseane conta que resolveu ajudar por saber da importância do alimento e pela necessidade de ampliar o estoque em meio à pandemia.

“Como fui afastada do trabalho por conta da pandemia da Covid-19, eu consegui me organizar em casa e consegui retirar o meu leite para doação. Resolvi doar porque eu vi que eu tinha bastante leite e eu vi a necessidade do hospital.”

Em Alagoas, são cinco Bancos de Leite Humano e um posto de coleta. O Centro de Referência do estado é o Banco de Leite Humano Doutor Carlos Roberto Perdigão, localizado na Avenida Comendador Leão, em Maceió. Até o início de maio, a unidade coletou 151 litros de leite materno. O local faz coleta domiciliar. O telefone é o DDD (82) 3315-4434.

O pesquisador e presidente da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio de Almeida, lembra que os bebês prematuros e/ou de baixo que estão internados nas Unidades Neonatais e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite materno por meio da sua doação.

“O leite humano tem substâncias que protegem, o leite humano tem substâncias de imunomodulação, que aumentam a resistência do organismo. Têm substâncias que promovem o crescimento facilitado do bebê e da criança.”

Segundo o Ministério da Saúde, um pote de leite doado pode alimentar até 10 recém-nascidos. Dependendo do peso da criança, um mililitro pode ser suficiente para nutri-la a cada refeição. Qualquer quantidade de leite materno doado é importante.

Por isso, doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Procure o Banco de Leite Humano mais próximo ou ligue para o Disque Saúde, no número 136, para tirar qualquer dúvida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doacaodeleite.

LOC.: Os Bancos de Leite Humano de Alagoas distribuíram este ano quase 500 litros de leite materno para mais de mil e duzentos bebês prematuros e/ou de baixo peso internados nas Unidades Neonatais. O volume é maior que o registrado nos primeiros meses do ano passado, quando foram distribuídos 246 litros.

Apesar disso, o estado é o penúltimo colocado no ranking de leite materno distribuído na região Nordeste, ficando apenas a frente do Piauí. Até o momento, foram coletados 397 litros de leite, doados por 341 mulheres.

De Caruaru, no estado vizinho, vem o exemplo da pernambucana Roseane Cristina, doadora de leite materno há cerca de dois meses. Roseane conta que resolveu ajudar por saber da importância do alimento e pela necessidade de ampliar o estoque em meio à pandemia.

TEC./SONORA: Roseane Cristina, doadora.

“Como fui afastada do trabalho por conta da pandemia da Covid-19, eu consegui me organizar em casa e consegui retirar o meu leite para doação. Resolvi doar porque eu vi que eu tinha bastante leite e eu vi a necessidade do hospital.”

LOC.: Em Alagoas, são cinco Bancos de Leite Humano e um posto de coleta. O Centro de Referência do estado é o Banco de Leite Humano Doutor Carlos Roberto Perdigão, localizado na Avenida Comendador Leão, em Maceió. Até o início de maio, a unidade coletou 151 litros de leite materno. O local faz coleta domiciliar. O telefone é o DDD (82) 3315-4434.

O pesquisador e presidente da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, João Aprígio de Almeida, lembra que os bebês prematuros e/ou de baixo que estão internados nas Unidades Neonatais e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite materno por meio da sua doação.

TEC./SONORA: João Aprígio de Almeida, presidente da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

“O leite humano tem substâncias que protegem, o leite humano tem substâncias de imunomodulação, que aumentam a resistência do organismo. Têm substâncias que promovem o crescimento facilitado do bebê e da criança.”

LOC.: Segundo o Ministério da Saúde, um pote de leite doado pode alimentar até 10 recém-nascidos. Dependendo do peso da criança, um mililitro pode ser suficiente para nutri-la a cada refeição. Qualquer quantidade de leite materno doado é importante.

Por isso, doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Procure o Banco de Leite Humano mais próximo ou ligue para o Disque Saúde, no número 136, para tirar qualquer dúvida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doacaodeleite.
 

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Thiago Marcolini

Jornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.