Economia - Construção civil·12 de maio de 2023

Em abril, Índice Nacional da Construção Civil foi de 0,27%

O acumulado dos últimos 12 meses foi de 8,05%. A taxa em abril ficou 0,07 ponto percentual acima da de março

Por Janine GasparRepórter e jornalista, especialista em comunicação multimídia e storytelling.
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O Índice Nacional da Construção Civi chegou a 0,27% em abril, ficando 0,07 ponto percentual acima da taxa de março, que ficou em 0,20%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O economista Newton Ferreira explica o que pode ter causado essa alta no índice. “Pode ter acontecido esse aumento aí sazonalmente em abril em relação aos materiais, porque pode ter tido um excesso de demanda ou mesmo um encarecimento por conta do custo de produção desses materiais. Temos que observar a tendência, como nós olhamos para trás, 12 meses, crescimento até baixo, de 8,05, em relação ao que vinha acontecendo em março”, elucidou. 

Nos últimos 12 meses o acumulado foi para 8,05%, abaixo dos 9,06% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. O custo nacional da construção, por metro quadrado, passou em abril para R$ 1.693,67, sendo R$ 1.006,82 relativos aos materiais e R$686,85 à mão de obra. 

Em abril, com relação à mão de obra, a taxa ficou em 0,05%, registrando queda de 0,35 ponto percentual em relação a março, quando o índice foi de 0,40%. Já a parcela dos materiais ficou em 0,42%, um aumento significativo em relação ao mês anterior, quando o índice foi de 0,07%. 

Sobre essa alta do material registrada pelo índice, o economista Newton Ferreira destaca uma visão de médio prazo: “Nós temos que observar ao longo do tempo, há uma tendência de que se há uma recuperação na atividade econômica, a construção civil acaba respondendo, e isso acaba provocando aumentos de preço, porque nem sempre as indústrias conseguem atender ao consumo”, explicou. 

De janeiro a  abril, os acumulados foram de 0,56% em materiais e 1,30% em mão de obra. Já os acumulados em 12 meses  ficaram em 6,60% em materiais e 10,21% em mão de obra.
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De janeiro a  abril, os acumulados foram de 0,56% em materiais e 1,30% em mão de obra. Já os acumulados em 12 meses  ficaram em 6,60% em materiais e 10,21% em mão de obra.
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Reportagem, Janine Gaspar

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