Educação·24 de agosto de 2018

Educação profissional é alternativa para integrar jovens “sem escola e emprego” ao mercado de trabalho

<p>Quase sete milh&otilde;es de brasileiros com idade entre 18 e 24 anos n&atilde;o trabalham e nem estudam</p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height:&#10;150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"><i><span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;&#10;mso-fareast-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-fareast-language:PT-BR"><o:p></o:p></span></i></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:02:31
Ouvir áudio · 00:02:31Copiar texto

Mais de 30% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam. Segundo a última Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2018, são 6,9 milhões de jovens com idade entre 18 e 24 anos que não avançam na escolaridade e na qualificação.

Já aproximadamente 1,5 milhão de jovens de 15 a 17 anos, que deveriam estar cursando o Ensino Médio, estão fora da escola. O número corresponde a cerca de 15% da população dessa faixa etária. A baixa qualidade de ensino, a falta de atratividade e os obstáculos sociais são alguns dos fatores responsáveis pela desistência dos alunos ou pela reprovação logo no início do ensino médio.

Para o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) associada à educação profissional, é a ferramenta ideal para superar esse quadro.

“A EJA, associada ao ensino profissionalizante, teria um papel absurdamente emancipador e transformador, colocando um enorme desafio de ampliar a inclusão social na sociedade brasileira e criando, com isso, mais oportunidades de emprego, trabalho e empreendedorismo para esse contingente populacional.”

O professor e pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Jairo Eduardo Borges de Andrade, destaca que a educação profissional é discutida há décadas como importante ferramenta para o crescimento do país.

“O que nós vimos depois da metade do século passado, especialmente depois da década de 80, foi o aparecimento da discussão da importância da educação para melhorar a competitividade. Isso aparece em função de mudanças no mundo do trabalho, em função de uma nova etapa da globalização.”

Em julho deste ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou aos candidatos à Presidência da República propostas para aumentar a competitividade da indústria e do Brasil. Entre as propostas está o fortalecimento da educação. O objetivo, segundo a entidade, é construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional.

Reportagem, Aline Dias
 

Últimas notícias

SESI

SESI abre matrículas em diversos estados para 2027 com bolsas de até 100%

Empreendedorismo

Empreendedoras do DF defendem mais acesso ao crédito e participação nas políticas públicas

Eleições

RealTime Big Data: Vicentinho Júnior tem 52% dos votos válidos e Dorinha, 48%, no Tocantins

Eleições

Realtime Big Data: Allyson tem 52% dos votos válidos e Cadu de Lula, 48%, no segundo turno no RN

Vacina

Anvisa aprova nova vacina contra 21 sorotipos de bactéria causadora de pneumonia e meningite

Sobre a repórter

Agência do Rádio