LOC.: A reforma do Ensino Médio sancionada pelo presidente Michel Temer, em fevereiro deste ano, já está em processo de implementação. A nova norma deve diminuir o número de disciplinas obrigatórias, focando o ensino em quatro áreas do conhecimento, sendo elas: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.
Entre as alterações que vão ser realizadas está a ampliação da jornada escolar das atuais quatro horas obrigatórias por dia para sete horas, progressivamente. O texto também determina que 60% da carga horária seja ocupada por conteúdos comuns da Base Nacional Comum Curricular, que está em elaboração.
A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, a Confenen, entidade que representa as escolas particulares apoiou a reformulação do ensino médio no país. A entidade, no entanto, avalia que a norma apesar de ser boa, conta com falas. E por isso, de acordo com o diretor executivo da Confenen, João Luiz Cesarino a entidade apresentou quatro projetos na Câmara dos Deputados com a intenção de corrigir falhas da nova norma em relação ao ensino integral, ao ensino noturno, a classificação escolar e a carga horária de conteúdos
TEC./SONORA: João Luiz Cesarino, diretor executivo da Confenen
“Em primeiro lugar a reforma do ensino médio era mais do que necessária. Em segundo, nós queremos salientar que a Lei do ensino médio, ela tem muitos pontos positivos, mas não é perfeita. Então, a Confenen apresentou logo a seguir, quatro propostas de projetos de Lei, que no momento já são projetos de Lei visando então corrigir essas imperfeições.”
LOC.: De acordo com a entidade, da forma que foi posto na Lei, o ensino integral é inviável para as escolas públicas, o ensino noturno acaba por prejudicar os estudantes por conta do aumento da carga horária e a classificação escolar precisa de ajustes, assim como a carga horária da Base Nacional Comum Curricular.
Reportagem, João Paulo Machado