Política·09 de outubro de 2017

É uma gigantesca conspiração, diz vice-líder do governo na Câmara sobre acusação contra Temer

<p><em>Relat&oacute;rio da den&uacute;ncia deve ser lido nesta ter&ccedil;a-feira (10), na CCJ da C&acirc;mara</em></p>

Por Agência do Rádio
Copiar texto

Para tentar barrar na CCJ a acusação dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, o presidente Michel Temer tem se articulado e mantido conversas constantes com ministros e parlamentares. Vice-líder do governo na Câmara, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) foi um dos aliados que participou da reunião convocada pelo presidente neste domingo (8), no Palácio do Jaburu. Segundo o parlamentar, a conversa teve como foco contabilizar os votos para barrar a segunda denúncia contra Temer.

Perondi projeta que, após a leitura do parecer nesta terça-feira (10), a votação do relatório na CCJ deva ocorrer na próxima semana, provavelmente no dia 17 ou 18. Ainda segundo o parlamentar, a expectativa é que haja votação no plenário da Câmara no próximo dia 24, caso a denúncia não seja barrada. O deputado ressalta que o Brasil tem pressa para que se decida sobre as acusações, que classificou como “farsa”.

“Essa denúncia é uma gigantesca conspiração do ex-procurador Janot e alguns procuradores com esses dois empresários mais odiados pelo país. Eu estudei no fim de semana, li 200 páginas, não tem fundamento, não tem nexo com a realidade, é uma história de fantasia”.

Sobre a liberação de emendas parlamentares impositivas para deputados da base aliada, o porta-voz do governo na Câmara rebateu as acusações da oposição de que esteja havendo compra de votos para barrar a denúncia na CCJ.

“Está na Constituição, está na Lei Orçamentária. Se a oposição está falando o contrário, que a oposição devolva todas as emendas que o governo Michel empenhou durante a primeira denúncia, devolva todas”.

As emendas parlamentares impositivas são usualmente destinadas a pequenas obras nas bases eleitorais dos deputados, tanto da base quanto da oposição. Na Comissão de Constituição e Justiça, primeira instância de tramitação, o governo espera que a denúncia não avance.

De acordo com a denúncia apresentada por Janot, Temer teria participado de um suposto esquema de corrupção ao lado de integrantes do grupo chamado "PMDB da Câmara", formado por Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Segundo o ex-procurador, juntos, eles praticavam ações ilícitas em troca de propina através de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer seria o líder da organização criminosa desde maio de 2016.

Reportagem, Tácido Rodrigues
 

Últimas notícias

Indústria

Indústria tem pior índice de satisfação com lucro desde a pandemia

Eleições 2026

Celina Leão lidera disputa pelo governo do DF com 59,3% dos votos válidos

Brasil Gestor

Tarifaço: São João da Barra (RJ) lidera perdas municipais nas exportações aos EUA; veja ranking

Eleições 2026

Agregador de pesquisas indica chance de 79% de vitória de Flávio Bolsonaro

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Sobre a repórter

Agência do Rádio