Economia - Dólar·11 de junho de 2024

Dólar se mantém em alta recorde no Brasil

As moedas em países emergentes se desvalorizaram

Por Luigi Mauri
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

No início desta semana, o real se mantém fortemente desvalorizado frente ao dólar, em valor recorde em um ano e meio. A moeda brasileira a R$ 5,35 não era vista desde janeiro de 2023, para o seu valor comercial. Para turismo, os valores são maiores e podem chegar a R$ 5,38 para a compra. O euro também segue caro e custa R$ 5,76.  

No cenário externo, a razão para esse movimento é a chance remota de queda da taxa de juros dos Estados Unidos. Os dados sobre o mercado de trabalho no país, de acordo com o payroll, do departamento de estatística, mostram uma economia aquecida, com a criação de 272 mil novas vagas de emprego em maio. Esse dado influencia a cotação em muitos países emergentes, em vista da preferência de investimentos em países considerados mais seguros, como os Estados Unidos. Por consequência, há depreciação das moedas. 

Além disso, a eleição para o parlamento europeu também acirrou os ânimos internacionalmente no início desta semana, com possíveis especulações de riscos políticos da nova composição da Casa. 

Já no Brasil, o real sofreu com informações cruzadas, que teriam vindo do Ministério da Fazenda. Apesar da divulgação de uma suposta mudança nos rumos fiscais do país, o ministro Fernando Haddad desmentiu as falas. Mesmo assim, há preocupação com as contas públicas do país, o possível não cumprimento da meta de déficit e uma performance mediana ou ruim da economia. 

As cotações são da companhia Morningstar. 

LOC.: No início desta semana, o real se mantém fortemente desvalorizado frente ao dólar, em valor recorde em um ano e meio. A moeda brasileira a R$ 5,35 não era vista desde janeiro de 2023, para o seu valor comercial. Para turismo, os valores são maiores e podem chegar a R$ 5,38 para a compra. O euro também segue caro e custa R$ 5,76.  

No cenário externo, a razão para esse movimento é a chance remota de queda da taxa de juros dos Estados Unidos. Os dados sobre o mercado de trabalho no país, de acordo com o payroll, do departamento de estatística, mostram uma economia aquecida, com a criação de 272 mil novas vagas de emprego em maio. Esse dado influencia a cotação em muitos países emergentes, em vista da preferência de investimentos em países considerados mais seguros, como os Estados Unidos. Por consequência, há depreciação das moedas. 

Além disso, a eleição para o parlamento europeu também acirrou os ânimos internacionalmente no início desta semana, com possíveis especulações de riscos políticos da nova composição da Casa. 

Já no Brasil, o real sofreu com informações cruzadas, que teriam vindo do Ministério da Fazenda. Apesar da divulgação de uma suposta mudança nos rumos fiscais do país, o ministro Fernando Haddad desmentiu as falas. Mesmo assim, há preocupação com as contas públicas do país, o possível não cumprimento da meta de déficit e uma performance mediana ou ruim da economia. 

As cotações são da companhia Morningstar. 

Reportagem, Luigi Mauri, narração, Lívia Azevedo. 
 

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