Economia - Dólar·19 de março de 2026

DÓLAR: moeda tem queda com alívio nos preços do petróleo e decisões de política monetária

Preços do petróleo têm alívio após Israel descartar novos ataques à infraestrutura energética do Irã a pedido dos EUA

Por Henrique Fregonasse
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O dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,59% frente ao real, cotado a R$ 5,21. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,85%.

O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela queda nos preços do petróleo após Israel descartar novos ataques à infraestrutura energética do Irã, a pedido dos EUA. A redução da Selic para 14,75% ao ano e as decisões de política monetária na Europa repercutiram em segundo plano.

No final da tarde desta quinta-feira (19), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel evitará ataques à infraestrutura energética do Irã, a pedido do presidente estadunidense, Donald Trump. Netanyahu disse, ainda, que as defesas aéreas persas já não são mais úteis e que o país já não consegue mais enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos.

O mercado seguiu repercutindo as decisões de política monetária da véspera, como a do Federal Reserve (Fed) de manter inalterada a taxa de juros dos EUA pela segunda vez seguida entre 3,50% e 3,75% ao ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o primeiro corte na Selic desde julho de 2025, diminuindo a taxa em 0,25% para o patamar de 14,75% ao ano.

Durante a sessão, outros Bancos Centrais seguiram repercutindo decisões de política monetária. Japão, Reino Unido, Canadá e Zona do Euro mantiveram suas taxas de juros inalteradas. O Banco Central da Inglaterra (BoE) ressaltou que o conflito no Oriente Médio pode causar um aumento na inflação no curto prazo, o que seria um novo choque na economia, com alguns membros do comitê britânico já tendo levantado a possibilidade de um futuro aumento nos juros.

No cenário doméstico, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos na manhã desta quinta, nos quais vendeu US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20 mil contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso — operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A realização das operações em simultâneo é conhecida pelo mercado como “casadão” e tem efeito nulo na prática sobre as cotações do dólar, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,15%, cotado a R$ 6,04.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

CódigoBRLUSDEURGBPJPYCHFCADAUD
BRL10,19170,16550,142730,22500,15110,26340,2707
USD5,216710,86330,7446157,680,78831,37421,4116
EUR6,04181,158210,8624182,640,91301,59141,6351
GBP7,00741,34301,15951211,761,05861,84531,8958
JPY3,308650,6342160,547560,47224410,50000,871540,89534
CHF6,61771,26861,09530,9446200,0611,74301,7911
CAD3,79620,72770,62830,5419114,770,573711,0275
AUD3,69580,70840,61160,5275111,700,55840,97331

Os dados são da Investing.com

O dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,59% frente ao real, cotado a R$ 5,21. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,85%.

O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela queda nos preços do petróleo após Israel descartar novos ataques à infraestrutura energética do Irã, a pedido dos EUA. A redução da Selic para 14,75% ao ano e as decisões de política monetária na Europa repercutiram em segundo plano.

No final da tarde desta quinta-feira (19), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel evitará ataques à infraestrutura energética do Irã, a pedido do presidente estadunidense, Donald Trump. Netanyahu disse, ainda, que as defesas aéreas persas já não são mais úteis e que o país já não consegue mais enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos.

O mercado seguiu repercutindo as decisões de política monetária da véspera, como a do Federal Reserve (Fed) de manter inalterada a taxa de juros dos EUA pela segunda vez seguida entre 3,50% e 3,75% ao ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o primeiro corte na Selic desde julho de 2025, diminuindo a taxa em 0,25% para o patamar de 14,75% ao ano.

Durante a sessão, outros Bancos Centrais seguiram repercutindo decisões de política monetária. Japão, Reino Unido, Canadá e Zona do Euro mantiveram suas taxas de juros inalteradas. O Banco Central da Inglaterra (BoE) ressaltou que o conflito no Oriente Médio pode causar um aumento na inflação no curto prazo, o que seria um novo choque na economia, com alguns membros do comitê britânico já tendo levantado a possibilidade de um futuro aumento nos juros.

No cenário doméstico, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos na manhã desta quinta, nos quais vendeu US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20 mil contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso — operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A realização das operações em simultâneo é conhecida pelo mercado como “casadão” e tem efeito nulo na prática sobre as cotações do dólar, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,15%, cotado a R$ 6,04.

Os dados são da Investing.com

Reportagem, Henrique Fregonasse.

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